Cliente da Vilage, Treetech recebe Prêmio SESI Qualidade no Trabalho

A busca pela produtividade e pela qualidade de vida dos trabalhadores estimula empresas a apostarem em práticas inovadoras de gerenciar o negócio. Um exemplo é a indústria de móveis Zanzini, instalada no município de Dois Córregos, interior de São Paulo, que implantou um programa que transformou a cultura organizacional.

“Começamos a avaliar indicadores estratégicos, como índices de boa aceitação do cliente, índice de desperdício e produtividade, bons fornecedores, aumento das vendas e segurança no trabalho”, explica o coordenador de Sistemas de Gestão da Zanzini, Paulo Grael. A nova maneira de gerir o negócio da Zanzini é uma das iniciativas vencedoras do Prêmio SESI Qualidade no Trabalho (PSQT) deste ano. Promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), o PSQT foi entregue a 18 empresas nesta terça-feira, 5 de abril, em São Paulo.

O Prêmio homenageia as indústrias que adotam boas práticas e valorizam os funcionários. As empresas concorrem nas modalidades cultura organizacional, gestão de pessoas, ambiente de trabalho seguro e saudável, educação e desenvolvimento, desenvolvimento socioambiental e inovação.

Segundo o coordenador de Sistemas da fabricante de móveis de Dois Córregos, a implantação dos índices exige um investimento anual de R$ 40 mil em capacitação dos gerentes e supervisores das 10 áreas. “Temos 25 líderes, dos quais nove fazem faculdade e os outros participam de um programa de capacitação gerencial oferecido aos sábados”, diz o coordenador. Nesses cursos, eles aprendem técnicas de gestão que privilegiem os novos indicadores. Depois, os gerentes passam as informações aos empregados e incentivam o engajamento e a integração das equipes, informa Grael.

Aos trabalhadores com ensino fundamental incompleto, a empresa ofereceu a possibilidade de completar os estudos com aulas do Telecurso. “Contratamos o Telecurso para elevar a escolaridade dos nossos empregados”, afirma o coordenador. A Zanzini emprega hoje 410 pessoas que trabalham na fabricação de móveis residenciais e de escritórios.

O resultado do investimento em educação dos empregados, segundo Grael, foi o aumento de 103% no índice de produção de 2001 para 2009. No mesmo período, a redução de custos chegou a 380%. “Conseguimos diminuir os desperdícios de matéria-prima e o retrabalho. Nosso índice de acidentes de trabalho caiu de 0,10% para 0,06%”, afirma. Além disso, conta ele, as exportações passaram a ser prioridade e ajudaram a incrementar as vendas totais em 350% em oito anos. “Fechamos 2010 com mais de R$ 70 milhões em faturamento.”

Outra indústria que aposta na educação dos funcionários é a Treetech Sistemas Digitais, de Atibaia, a 60 quilômetros de São Paulo. “Todos os nossos estudos são patrocinados pela empresa. Ela cede espaço para estudar em horário de trabalho. Isso faz com que os nossos engenheiros de desenvolvimento estejam sempre atualizados ou criando ferramentas para enfrentar os desafios que aparecem”, diz o analista de marketing Lucas Pavan.

O incentivo da empresa inclui apoio financeiro para desenvolver estudos em cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado e outros cursos técnicos. “Isso motiva porque o funcionário consegue desempenhar atividades acadêmicas e tem todo apoio e suporte necessário financeiro e de estrutura”, destaca Pavan. Ele afirma que o estímulo ao aperfeiçoamento profissional ajuda a empresa crescer junto com os funcionários. “A gente observa maior fidelidade dos empregados com a empresa porque ele tem liberdade para pensar, expor sua opinião e todos se sentem bem”, conta o analista de Marketing.

Pavan explica que a gestão da empresa funciona de forma aberta e tem a inovação como prática diária. “Cada um tem liberdade para tomar iniciativa, tomar decisões, participar do processo”, diz. De acordo com ele, o resultado veio no faturamento que teve aumento de mais de 40% de 2007 para 2010. “Nosso faturamento passou de R$ 13 milhões para R$ 21 milhões em três anos”.

A Treetech tem 43 funcionários e atende o setor elétrico com serviços de tecnologia no monitoramento do sistema de rede de energia identificando falhas e riscos de blecaute. Essa é a primeira vez que a empresa participa do PSQT.

Fonte: Agência CNI

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