Sem patente, Viagra pode chegar a 5 milhões de unidades vendidas

Dentro de três anos, o consumo de Viagra, que hoje gira em torno de 1 milhão de unidades, pode chegar a 5 milhões, se a patente do remédio for quebrada. O julgamento está marcado para o dia 24, no STJ.

O cálculo é de Odnir Finotti, presidente da Pró-Genéricos, associação dos fabricantes de genéricos, que afirma que, em faturamento, o valor chegaria a R$ 500 milhões em 2013.

“Isso pode acontecer um ano antes ou um ano depois. Quanto mais se retarda o fim da patente do produto, mais as pessoas terão que esperar para ter o benefício de consumi-lo na versão genérica, mais barata”, afirma Finotti.
Se a extensão for derrubada, o remédio cairá em domínio público mais cedo e possibilitará a produção do genérico. A decisão pode servir de referência para casos semelhantes.

O Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) tenta derrubar decisão anterior que havia favorecido a Pfizer, fabricante do medicamento para impotência masculina. A empresa prorrogou a vigência até 7 de junho de 2011, mas o instituto defende que o prazo termine em 20 de junho deste ano.

No início do ano, o governo deflagrou ofensiva para impedir que os grandes laboratórios multinacionais usem mecanismos para prolongar o direito de exclusividade de comercialização, no Brasil, de alguns dos medicamentos mais vendidos no mundo. A SDE (Secretaria de Direito Econômico) informa que recebeu muitas denúncias sobre estratégias por parte dos laboratórios de medicamentos de referência para retardar a entrada de genéricos.

Fonte: FOLHA DE S. PAULO.

Publicações relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *