Sala de inovação estimulará a competitividade das empresas

Criação do novo espaço, anunciada pelo governo, atende ao pedido da indústria brasileira.

As empresas brasileiras que planejam investir no desenvolvimento de produtos e processos terão o apoio do governo federal na sala de inovação.

O novo espaço, cujo local e data de implantação estão sendo definidos, reunirá vários órgãos oficiais para apoiar os empresários na elaboração de projetos, na captação de recursos, na contratação de financiamentos e outras atividades. A criação da sala foi proposta pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pretende colocar a inovação no centro da estratégia das empresas.

A implantação da sala de inovação foi anunciada dia 27 de junho, durante reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente em exercício da CNI, Robson Braga de Andrade, e líderes empresariais. O encontro, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, ocorreu quase um mês depois da proposta de criação do ambiente ter sido encaminhada pela MEI ao governo.

“Na sala, os empresários poderão expor questões relacionadas ao tema da inovação e negociar diretamente com os órgãos públicos”, explica a assessora da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gianna Sagazio. O BNDES participou das discussões com as empresas para a criação da sala de inovação. “A sala da inovação é prioridade do governo e do setor privado na agenda da inovação para o aumento da competitividade das empresas e da produtividade do país”, completa Gianna.

Segundo Andrade, a sala estabelecerá um canal direto entre as empresas e o governo em prol da inovação. O presidente da IBM no Brasil, Ricardo Pelegrini, presente no encontro com o presidente Lula, entende que a sala reduzirá a burocracia para as empresas. “A sala de inovação permitirá que as empresas discutam a viabilidade dos seus projetos com o governo, sem ter de recorrer a vários interlocutores em diferentes ministérios e entidades do governo”, afirma Pelegrini.

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis, a sala facilitará os trâmites que as empresas percorrem para elaborar os projetos de inovação e receber recursos usados no desenvolvimento dos projetos. “Precisamos sair do estágio de reconhecimento da inovação para colocá-la como uma obsessão na estratégia da empresa”, ressalta Reis. O vice-presidente executivo de Tecnologia da Embraer, Emílio Matsuo, reconhece a importância da sala no processo de inovação das empresas. “A sala de inovação dará suporte, esclarecendo e orientando sobre as oportunidades de inovar nas diversas dimensões, como a inovação de produtos, de mercado, de processos, de organização”, diz Matsuo. Ele destaca que a inovação é imprescindível para a sobrevivência das empresas no mundo cada vez mais globalizado. “Porém, a maioria das empresas não tem idéia das dimensões da inovação, muito menos de como e por onde começar essa prática”, acrescenta Matsuo.

A equipe que atenderá às empresas na sala de inovação será formada por representantes de órgãos ligados aos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Ciência e Tecnologia. A sala também deve contar com representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O espaço será ligado às secretarias executivas da Política de Desenvolvimento Produtivo e do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação. Esses dois grandes planos com ações e diretrizes do governo para o desenvolvimento econômico do país.
Fonte: Administradores.com

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