“Queremos que start-ups faturem milhões de reais”, diz Ministério da Ciência e Tecnologia

Responsável pelo projeto do governo de incentivo às start-ups brasileiras, Rafael Moreira, do Ministério da Ciência e Tecnologia, falou na última quarta-feira (30) na Campus Party sobre as expectativas do programa, que irá investir R$ 200 mil em cerca de 60 empresas nascentes de base tecnológica.

“Queremos que, no final desse processo, consigamos construir start-ups que faturem milhões de reais e estejam dentro da cadeia de suprimentos global”, afirmou Moreira, que também é coordenador-geral de software e serviços de TI do Ministério.

Outro objetivo, conta ele, é que essas empresas recebam aportes de capital de fundos nacionais e internacionais, após o impulso inicial dado pelo governo.

Segundo Moreira, a ideia é que um ano após receberem os investimentos, as start-ups comecem a apresentar resultados.

“Se conseguirmos que entre 15% a 20% dos projetos investidos tenham sucesso, já será um ‘golaço’ do programa”, afirmou Moreira. Segundo ele, essa é a taxa média de sucesso das start-ups de tecnologia mundialmente.

COMO FUNCIONA

O programa “Startup Brasil” foi anunciado oficialmente em novembro do ano passado. Ele prevê que cerca de 60 start-ups na área de tecnologia recebam investimentos para se desenvolver.

No primeiro ano do programa, o governo investirá cerca de R$ 12 milhões. Esse dinheiro será distribuído a seis aceleradoras de negócios, selecionadas por meio de um edital, cujo prazo para inscrição se encerra nesta quinta-feira (31).

Depois disso, cada aceleradora irá escolher de 10 a 20 start-ups que, receberão até R$ 200 mil cada uma. Segundo Moreira, o resultado do edital de seleção de aceleradoras será divulgado no final de fevereiro.

Após o anúncio, será lançado outro edital, no final de março, desta vez para seleção das start-ups. As empresas nascentes terão cerca de 45 dias para aplicar, segundo o coordenador.

A previsão é de que 1,2 mil start-ups se inscrevam no programa. “Faremos um filtro inicial para chegar a cerca de 160 projetos, que irão para as ‘finais'”, diz Moreira.

A aceleradora ficará com uma fatia do negócio, que pode variar entre 6% a 12%.

QUALIDADE

De acordo com o coordenador do “Startup Brasil”, uma das preocupações do Ministério é que os recursos cheguem rápido aos empreendedores. “Não queremos burocracia, que o empreendedor tenha que mandar milhões de notas fiscais ou documentos”, diz.

Segundo ele, o processo de inscrição das start-ups também será simples, com um formulário formado por cinco campos, que poderá ser preenchido em inglês ou português.

Projetos de empreendedores de outros países também serão aceitos, mas limitados a 25% do total. O site do programa traz mais informações.

Fonte: Folha de S. Paulo

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