Quando o intangível se transforma em valor real (e bilionário)

Mais do que uma proteção contra a cópia, os ativos intangíveis, como marcas e patentes, podem se tornar diferenciais decisivos para atrair consumidores, parceiros e investidores. Para você que é – ou pretende ser – empresário, os casos apresentados durante o Seminário sobre Inovação e Propriedade Intelectual, realizado no dia 11 de março de 2010, no Rio de Janeiro, merecem ser vistos com atenção.

Como afirma o presidente do INPI, Jorge Ávila, os ativos intangíveis geram valor e são essenciais para a decisão de investimento. Um exemplo está na fusão entre a Perdigão e a Sadia, como mencionou o especialista Eduardo Tomiya, da BrandAnalytics. Ao revelar que a transação envolveu R$ 3,9 bilhões e o valor patrimonial era de apenas R$ 0,4 bilhões, boa parte dos outros R$ 3,5 bilhões vinha do peso das marcas, entre outros fatores.

Mas não precisa falar de grandes empresas para enxergar esta realidade. A Apilani – empresa do setor de apicultura, por exemplo, investe mais de 20% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento, com vários pedidos de patentes. O resultado é que o ganho cresceu, a empresa exportou e subiu do décimo para o quarto lugar entre as empresas nacionais do segmento, como revelou José Vilani Júnior, diretor comercial.

Por sua vez, a Plasútil, do setor de plástico, também investiu em inovação para crescer. Um exemplo é o vaso de plantas cujo prato de água é mais fechado e, portanto, não se transforma em criadouro do mosquito da dengue, como citou o palestrante Edson Donizetti. E tudo com proteção: a empresa entrou com 508 processos no INPI, sejam de patentes ou desenhos industriais.

Fonte: Inpi.

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