Pedidos de patentes brasileiras no exterior sobem 17% em 2011, diz Inpi

Crescimento foi de 43% nos últimos quatro anos, para 572 pedidos.
China teve alta de 200% em 4 anos e os EUA, queda de 10%.

Os pedidos de patentes nacionais no sistema global PCT (Patent Cooperation Treaty) cresceram 43% nos últimos quatro anos, sendo 17% de aumento só em 2011, divulgou nesta quarta-feira (7) o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Com o crescimento, o país atingiu a marca de 572 pedidos, segundo as estimativas divulgadas na segunda-feira (5) pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, diz o Inpi.

Outros países que integram o Brics (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) também tiveram forte avanço, enquanto europeus e americanos ainda tentam se recuperar da queda registrada após a crise de 2008, ressalta o instituto.

A China, entre 2007 e 2011, registrou crescimento de 200% em suas patentes no PCT, com 16.406 pedidos apenas em 2011. A Rússia teve expansão de 40% nos quatro anos, chegando a 964, e a Índia apresentou aumento de 58%, atingindo 1.430 no ano passado.

Os Estados Unidos, contudo, tiveram queda de 10% nos pedidos de patentes ao comparar 2011 com 2007. “Os índices americanos vinham em baixa até 2010, tendência que só começou a ser revertida no ano passado. Mesmo assim, os americanos ainda são os maiores usuários do sistema, com cerca de 48 mil pedidos em 2011, como estima a OMPI”, diz a nota do Inpi.

Entre os europeus, apesar de abalo após a crise de 2008, muitos países já estão um pouco acima dos índices de 2007. O crescimento acumulado é de 4% na Alemanha e 16% na França. O Reino Unido, contudo, apresenta queda de 13%

Outros países asiáticos mostraram bom desempenho nos últimos quatro anos: o Japão teve crescimento de 40%, enquanto a Coréia do Sul apresentou uma expansão de 47% entre 2007 e 2011, diz o comunicado do instituto.

“No Brasil, trabalhamos com um aumento anual nos pedidos de patente na faixa de 10%. Nosso objetivo é estimular ainda mais esta ampliação, atraindo novos cidadãos e empresa para o sistema, pois a patente é essencial para a competitividade”, diz, em nota, o presidente do Inpi, Jorge Avila.

Fonte: G1

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