Na contramão, empresas brasileiras miram exterior

Enquanto as múltis farmacêuticas miram o Brasil, as empresas nacionais planejam aquisições fora do país.

A EMS, a maior farmacêutica brasileira, tem centros de operação na Itália, na Espanha e em Portugal e distribui seus produtos para um total de 30 países. A meta da empresa, que faturou R$ 3,3 bilhões no ano passado, é entrar no mercado norte-americano.

Segundo Waldir Eschberger, vice-presidente de mercado do grupo, a EMS aguarda a aprovação do FDA (agência americana reguladora de fármacos e alimentos) para instalar uma fábrica nos EUA.

“No Brasil, já consolidamos a nossa posição. Estamos há cinco anos na liderança [do mercado]. Agora nosso negócio é ir para fora. Às vezes, em momentos de crise, é a melhor hora para entrar nesses países.”

No Brasil, a EMS vai se concentrar no desenvolvimento de produtos exclusivos. A empresa possui hoje um dos maiores centros de pesquisa e inovação, com 238 profissionais, e investe 6% do faturamento no desenvolvimento de novos fármacos.

O Cristália, maior detentor de patentes entre os laboratórios brasileiros (28), deve anunciar nos próximos meses novas aquisições no Brasil e no exterior. “Isso deve aumentar a nossa participação tanto em princípios ativos como em produtos terminados”, afirma o presidente da empresa, Ogari de Castro Pacheco.

O laboratório é líder na América Latina na produção de anestésicos e também é o único brasileiro que fabrica antirretrovirais para o Programa Nacional de Aids (da matéria-prima ao produto acabado).

Fonte: Folha de S. Paulo

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