Ministério propõe união de Brics para remédios

A declaração do premiê chinês, Wen Jiabao, na quarta-feira, de que a ajuda à Europa depende de contrapartida europeia, jogou água fria no projeto do ministro Guido Mantega (Fazenda) de discutir o apoio dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) ao continente.

Mas o Brasil já tem outra proposta para os emergentes.

O Ministério da Saúde e representantes dos outros países se reuniram em Brasília para acelerar a criação de um Banco de Preços e Patentes de Medicamentos. A ideia, de início, é disseminar informações sobre valores e licenças para produtos de saúde voltados à exportação.

Em um segundo momento, os cinco países passariam a dominar a produção de determinados medicamentos e insumos a partir do compartilhamento de tecnologias e do nivelamento de preços.

“Aumenta o poder dos Brics com a cooperação, a troca de experiências e de informações”, diz Carlos Gadelha, secretário de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde.

Em outubro, haverá outro encontro com representantes dos Brics e a OMS (Organização Mundial de Saúde), preparatório para uma reunião prevista para ocorrer no início de 2012. O projeto seria uma ampliação do que o ministro Alexandre Padilha vem tentando fazer no país.

Neste ano, o Ministério da Saúde utilizou um banco de preços internacionais e firmou parcerias público-privadas para comprar medicamentos nacionais e importados a preços mais baixos.

Segundo o ministério, a economia foi de R$ 603,5 milhões no primeiro semestre.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 18/09/2011
Autor: MARIA CRISTINA FRIAS

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