Brasil pode ter participação em patentes de 5G

A quinta geração de redes móveis vai, aos poucos, tomando forma por meio de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Após o anúncio de que a Ericsson e a Claro deverão realizar testes com 5G em 2016, uma parceria entre o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e o Ministério das Comunicações com um projeto na nova tecnologia será apresentada na próxima semana.

Na verdade, a 5G é uma das tecnologias abordadas pelo Centro de Referência em Radiocomunicações (CRR), construído pelo Inatel em dezembro do ano passado em Santa Rita do Sapucaí (MG) com investimento do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Desde então, a entidade já conta com duas patentes em andamento: um conversor de radiofrequência banda larga baseado em tecnologia fotônica e uma antena com múltiplas bandas para a tecnologia 5G.

De acordo com o Inatel, mais da metade dos recursos para o CRR ao longo de três anos serão aplicados nas pesquisas de redes 5G, “levantando prováveis cenários de utilização”, além de necessidades e demandas específicas para a implantação da tecnologia no Brasil. A entidade realiza ainda investigação sobre as “técnicas candidatas” que deverão ser implantadas na padronização da quinta geração, o que ainda não ocorreu na União Internacional de Telecomunicações. Em comunicado, o coordenador do CRR, José Marcos Câmara Brito, diz que a expectativa nesse período até o final de 2018 é que o centro apresente três modelos de referência para que “possam ser utilizados pela indústria para o desenvolvimento de protótipos e produtos inovadores para a área de radiocomunicações”.

As soluções criadas serão transferidas para o mercado com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de tecnologia nacional e criar novas empresas na área e a exportação da tecnologia. O CRR também promoverá treinamento e capacitação, bem como metodologias para testes de certificações de produtos e processos em 5G.

Além da nova geração de redes móveis, o centro foca em banda larga sem fio, enlaces de comunicação via satélite e radioenlaces de longo alcance e grande capacidade. Um dos focos do projeto é também proporcionar acesso em regiões remotas por meio de radioenlaces digitais de alta capacidade para backhaul, cobrindo a escassez de oferta de serviços em cidades pequenas e rurais no País.

Fonte: Mobile Time

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