Brasil fará parceria para analisar patentes

O Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) vai trocar informações com os “Inpis” de oito países da América Latina para agilizar a análise das patentes.

A parceria, definida por um projeto chamado “Prosur”, liderado pela Inpi do Brasil, começará em agosto.

A ideia é otimizar o trabalho dos pareceristas, que trocarão informações sobre os pedidos de patentes que estão analisando via uma espécie de formulário eletrônico.

Essa comunicação acontecerá somente depois dos 18 meses de sigilo após o depósito da patente. Ou seja, quando o pedido passa efetivamente a ser analisado.

O trabalho, de acordo com o presidente do instituto, Jorge Ávila, vai reduzir o tempo de análise das patentes em todos os países parceiros.

“Toda a América Latina sofre com lentidão de análise de patentes”, diz Ávila.

No Brasil, uma patente leva de 7 a 8 anos para sair do papel. Há 160 mil pedidos à espera de análise.

ESTRATÉGIA

A parceria é uma das maneiras de enfrentar a fila, junto com outras iniciativas, como melhoria dos processos internos e contratação de mais pareceristas.

O instituto brasileiro quer contratar 400 novos profissionais até 2015.

Apesar dos problemas, o Brasil tem a melhor estrutura da vizinhança. O Inpi do Brasil tem quase 300 pareceristas. É o dobro da quantidade desses profissionais somados nos outros países participantes do projeto.

A ideia do instituto é otimizar regionalmente a análise dos pedidos, como já ocorre na Europa.

Futuramente, o plano é criar uma espécie de “Escritório da América Latina” para analisar as patentes conjuntamente, com liderança do Inpi brasileiro.

“Estamos pensando na possibilidade de ter um escritório único futuramente. O primeiro passo para isso é a parceria entre países dar certo”, afirma Ávila.

SABINE RIGHETTI
Da Folha de S. Paulo

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