O desafio da inovação para as micro e pequenas empresas

Empresas de coméstico investem em óleos e essências feitos a partir de extratos naturais da biodiversidade brasileira para conquistar mercado.

Os pequenos empreendimentos produzem em pequena escala, o que  geralmente implica numa significativa  redução da sua competitividade em  termos de preço final do produto. Isso  não significa que a pequena produção seja economicamente inviável. Apenas evidencia que os pequenos negócios precisam investir decisivamente em inovação. 

Quando não dispomos de um produto capaz de apresentar vantagem sobre os seus concorrentes pelo menor preço, a  alternativa é apresentar outros tipos de  vantagens, decorrentes de atributos de  qualidade que promovam a diferenciação do produto. É justamente esse o papel mais relevante da inovação nos pequenos negócios.

São exemplos importantes de inovação de produtos: o algodão naturalmente colorido desenvolvido pela Embrapa e transformado em produto pela marca Natural Fashion, de Pernambuco; as embalagens biodegradáveis produzidas a partir da fécula de mandioca desenvolvidas pela CBPAK, de São Paulo; a domesticação e reprodução controlada da Sempre-viva – flor nativa do cerrado brasileiro – conseguida pelo pesquisador Luiz Gluck Lima, de Minas Gerais, possibilitando a redução do extrativismo e  transformando-a em produto de floricultura; e a utilização de óleos, essências e extratos naturais da nossa biodiversidade pelas indústrias de fármacos e cosméticos para o desenvolvimento de produtos, como os novos bronzeador, protetor solar e creme hidratante da L’Occitane Brasil, de São Paulo.

Também é possível inovar através do marketing, da promoção inovadora do produto, buscando mudar hábitos e valores de consumo,  apresentando um produto tradicional de uma forma mais prática e  atraente, mais adequada ao estilo de vida do público-alvo que se quer atingir, ampliando a sensação de satisfação dos desejos e necessidades do consumidor final. Movimentos como o “Fair Trade” (Comércio  Justo) e como o “Slow Food” são exemplos inovadores nesta direção.

Por Juarez de Paula*
Para Rede de Tecnologia Social 

Fonte: Faça Diferente – Sebrae

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