Minas Gerais quer registrar mel de melato no INPI

O estado de Minas Gerais está entre os maiores produtores de mel do Brasil (ficou em 4º lugar em 2012, segundo dados do IBGE,) e agora quer registrar no Instituto nacional de Propriedade Industrial (INPI) o mel de melato, produto feito por abelhas, mas com processo diferenciado.

Desde 2010, a pesquisadora Esther Bastos, da Fundação Ezequiel Dias (Funed) estuda as propriedades do mel de melato, que é pouco conhecido no país e sua comercialização é de nicho. Para reverter a situação e impulsionar as vendas, a classe apícola do estado se une para definir uma denominação de origem para fins de registro no INPI. O título agregará valor de exportação e a garantia de um produto tipicamente mineiro.

Produzido em Janaúba, norte de Minas, o mel tem coloração mais escura e, por isso, é muitas vezes desvalorizado pelos consumidores da iguaria. “O consumidor acredita que é um mel que possui impurezas, adição de açúcar e produtos artificiais, o que não é verdade. Há, sim, diferenças entre as duas qualidades, mas elas são causadas por fatores ambientais da região que interferem no processo de fabricação pelas abelhas”, explica Esther.

Sua produção acontece de forma diferenciada: devido à escassez de flores durante boa parte do ano, as abelhas utilizam o melato (substância resultante do processamento da seiva da aroreira por purgões, que adicionam enzimas específicas e modificam os açúcares do mel) como alternativa ao néctar natural.

O resultado é um mel com menos glicose e frutose – o que faz com que ele não se cristalize – e a presença de dos trissacarídeos melezitose e erlose, não encontrados no mel floral. Além disso, a pesquisa da Funed aponta propriedades medicinais particulares ao mel, como ação antimicrobiana.

Fonte: Globo Rural

Publicações relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *