Fifa notifica marca por sunga exibida por Neymar em jogo da Copa

Jogador deixou à mostra peça da Blue Man na partida contra Camarões. Marca retirou fotos de Neymar de suas redes sociais após pedido da Fifa.

 Blue Man comemorou gesto de Neymar em partida e divulgou a peça a como 'a sunga da sorte' do jogador (Foto: Reprodução Twitter e Facebook | Fonte: G1)


Blue Man comemorou gesto de Neymar em partida e divulgou a peça a como ‘a sunga da sorte’ do jogador (Foto: Reprodução Twitter e Facebook | Fonte: G1)

Após ter comemorado o fato de Neymar ter exibido durante o jogo do Brasil contra Camarões uma sunga da marca com as cores da bandeira brasileira, a Blue Man foi notificada extrajudicialmente pela Fifa, que pediu que a empresa retirasse de suas páginas nas redes sociais todas as fotos do atacante com parte da peça de roupa à mostra.

Segundo a Blue Man, as imagens publicadas no Instagram, Facebook e blog da marca foram retiradas na segunda, 30 de junho.

O episódio repercutiu na imprensa e nas redes sociais, em parte pela divulgação da própria marca, que no dia seguinte ao jogo distribuiu uma foto de Neymar com parte da sunga à mostra e comunicado informando que a peça foi um presente dado para todos os titulares e reservas da seleção brasileira na concentração.

O craque desta vez não tinha qualquer vínculo comercial com o produto. Mostrou porque gostou. E deu sorte“, comemorou na ocasião a Blue Man.

Segundo a empresa, na notificação a Fifa alegou que as imagens de Neymar coma sunga pertencem à Fifa e comunicou as cláusulas da Lei Geral da Copa que proíbem qualquer atividade promocional que relacione marcas ou produtos ao evento.

“Como a sunga foi de fato um presente e não exibe o nome da marca, o jogador não é proibido de usá-la, tanto que vestiu a peça novamente no jogo contra o Chile. O que eles proíbem é que a marca use imagens e cenas dos jogos para dizer que aquele produto é da Blue Man”, informou a assessoria de imprensa da empresa carioca de moda praia.

Procurada pelo G1, a Fifa disse que considerou a exposição da marca “acidental” e que reforçou para CBF as regras da federação, que proíbem que os jogadores exibam durante a partida (incluindo as roupas íntimas) mensagens de cunho político, religioso ou pessoal, ou ainda imagens ou publicidade que não sejam do fabricante patrocinador ou autorizado pela Fifa.

“A FIFA não fornece detalhes individuais de cada provável incidente relacionado ao marketing de emboscada. Reforçamos com cada associação-membro participante as suas obrigações de respeitar a integridade comercial da Copa do Mundo da FIFA e confiamos que todas as associações, incluindo os jogadores, irão colaborar e obedecer”, afirmou, em nota, o departamento de imprensa da entidade.

Marketing de emboscada é a associação comercial ou aparição não autorizada de uma marca em um evento, que induz o consumidor acreditar que o produto ou serviço é endossado pelos organizadores ou entidade proprietária da marca. Pelas regras da Fifa, ações deste tipo podem podem ser alvo de punição e multa.

Neymar já havia levantado suspeita de marketing de emboscada antes da Copa, quando exibiu várias vezes a marca da sua cueca (Lupo) e do seu patrocinador durante jogo do Barcelona. A marca negou que a iniciativa tenha sido uma estratégia de marketing pré-planejada.

Fonte: G1

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