Licenciamento é alternativa à franquia

MARIANNA ARAGÃO – Folha de S. Paulo

Com mais de 2.000 opções de negócios no Brasil, as franquias se tornaram, nos últimos anos, um dos modelos mais procurados por brasileiros que querem abrir um empreendimento.

Mas, especialmente para quem já tem alguma experiência em administrar um negócio, o licenciamento de marca também tem se tornado uma alternativa.

Nesse sistema, o empreendedor pode usar e distribuir uma marca, seja ela produto ou serviço. Diferentemente da franquia, porém, não recebe um modelo de negócio formatado nem tem o acompanhamento para operar e gerir o negócio.

Por essas características, torna-se uma opção para os empresários que buscam maior autonomia na gestão e abrem mão da segurança das franquias, afirmam especialistas.

“O empreendedor deve analisar os dois sistemas e escolher de acordo com seu perfil e as características do negócio”, diz a consultora Cláudia Bittencourt. “Para quem tocar do seu jeito, sem muitas limitações, essa pode ser uma alternativa.”

O modelo foi adotado por algumas redes no país, recentemente. A rede de escolas de idiomas Achieve, há um ano no Brasil, tem 40 licenciados no país com o formato.

Segundo o diretor-geral João Tomazeli, os contratos preveem a entrega de material didático e apoio pedagógico, mas o conhecimento da operação deve ser do parceiro. “É um pré-requisito que a pessoa tenha experiência com ensino de idiomas”, diz.

A rede de varejo Le Postiche, que adotou o modelo a partir de 2001, permite que seus licenciados montem seu mix de produtos e escolham fornecedores, diz José Carlos Figueiredo, diretor de licenciamento. A identificação visual das lojas e o calendário promocional, por sua vez, são padronizados.

CUIDADOS

Especialistas afirmam, contudo, que o empreendedor deve ter cuidado para não contratar uma franquia “disfarçada” de licenciamento.

Isso pode ocorrer com empresas que querem escapar da lei de franquias, que prevê a obrigação de o franqueador publicar informações como os riscos do negócio e sua situação financeira.

“Caso seja caracterizada a franquia, o empresário que se sentir prejudicado pode pedir a rescisão do contrato, pois houve violação da lei”, diz Luis do Amaral, diretor jurídico da Associação Brasileira de Franchising. “A oferta precisa ser transparente.”

 

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