King, produtora de “Candy Crush”, causa polêmica ao registrar marca ‘Candy’

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Um ano após iniciar um processo de registro de marca para ‘Candy’, a King, de “Candy Crush Saga”, passou a enviar nesta semana notificações extrajudiciais intimando desenvolvedores que usam a palavra nos títulos de seus jogos a removerem eles da AppStore.

Justificando a medida, a produtora alega estar defendendo seus produtos. “Nós registramos a marca ‘Candy’ porque nossas propriedades são constantemente infringidas, e nós precisamos reforçar nossos direitos e proteger nossos jogadores de confusão”, afirmou um representante da King ao site Polygon.

O pedido de registro foi iniciado em 6 de fevereiro de 2013. No último dia 15 de janeiro, ele foi aprovado para publicação. Mas isso ainda não significa que a marca está nas mãos da King, já que esta é a fase do processo em que terceiros podem contestar a tentativa de registro.

Ação antecipada

Conforme o advogado da firma Greenberg Gusker Jesse Saivar revelou ao Polygon, mesmo sem ter a marca oficialmente em mãos, a King já tem o direito de notificar aqueles que ela acredita estarem aproveitando-se de “Candy Crush” para promover seus próprios jogos, confundindo os consumidores com títulos ou imagens parecidas.

Desenvolvedores reportaram que foram contactados pelo departamento legal da Apple com um aviso de que eles deviam remover o conteúdo ofensivo da AppStore.

Atualmente, a King também tem os direitos sobre a palavra ‘Saga’, que é utilizada no título de quase todos os seus jogos. A Stoic, do recém-lançado “The Banner Saga”, por exemplo, foi contactada pelos advogados da produtora por causa do game.

Ao site Eurogamer, um representante da King garantiu que a empresa não tem interesse em impedir a venda do RPG de estratégia. “Nós não tememos que ‘The Banner Saga’ está tentando obter lucro com base em nossas marcas ou conteúdo. Mas, como qualquer empresa prudente, precisamos tomar essas medidas de cautela para proteger nossos direitos”, disse.

“Caso não tivessemos contestado o uso deste título, criaríamos um precedente para os reais imitadores defenderem seu uso de nossas marcas”, concluiu o representante.

Fonte: Uol

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