Juiz nega liminar da Motorola em caso de patente contra Microsoft

Fabricante quer receber US$ 4 bi por ano pelo uso das patentes, enquanto a concorrente deve pagar pouco mais de US$ 1 bi

Um juiz de Seattle (Estados Unidos) rejeitou o pedido da Motorola Mobility, pertencente ao Google, de uma liminar em caso de patentes entre ela e a Microsoft. Segundo o Wall Street Journal, a fabricante acredita que a concorrente infringiu suas patentes.

A decisão faz parte de um amplo caso em que o juiz federal James Robart precisa decidir o quanto o detentor de patentes pode cobrar pela tecnologia considerada padrão da indústria.

Microsoft concordou em tirar licença de patentes da Motorola, em acordo no tribunal, portanto, o juiz acredita que a “Motorola não pode alegar que foi prejudicada”. Sendo assim, a decisão do juiz de não aceitar a liminar serviu tanto para o processo que nos Estados Unidos como na Alemanha.

Entenda o caso

No dia 20 de novembro deste ano, chegou ao fim o julgamento de disputa por patentes entre Google e Microsoft, que tentava estabelecer quanto a dona do Xbox deve à rival por usar tecnologias da Motorola em seu console.

Foi especificado que a Microsoft vai faturar US$ 94 bilhões com o Xbox até 2017. Não ficou claro a data inicial levada em conta para se chegar a esses números, mas também estão inclusos aí quanto a companhia obteve em receita com um adaptador sem fio que ela nem vende mais.

Michael Dansky, um especialista da Motorola Mobility, testemunhou o último dia de julgamento, cuja duração foi de uma semana. Foi ele quem passou as informações à agência Reuters.

Motorola queria receber em torno de US$ 4 bilhões por ano pelo uso das patentes, enquanto a Microsoft queria pagar somente pouco mais de US$ 1 bilhão por ano. A decisão do juiz James Robart é crucial para o Google, que adquiriu a Motorola principalmente por conta das patentes; se a companhia for derrotada agora, isso pode impactar em disputas futuras.

Fonte: Olhar Digital 

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