Google aposta em design para popularizar Glass

Com novas armações e cobertura de seguro saúde, o Google tenta integrar o aparelho futurista à rotina dos consumidores. A empresa planeja lançar os óculos comercialmente até o final de 2014

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Quando os primeiros exemplares do Google Glass chegaram às casas de alguns poucos sortudos, há cerca de um ano, uma dúvida surgiu: será mesmo que aquele computador vestível, de aparência tão futurista, cairia nas graças dos consumidores? Quem usava o Glass chamava atenção pela aparência inusitada do aparelho. Além disso, era impossível combiná-lo com óculos de grau, um empecilho para quem não gosta de usar lentes de contato.

O Google se movimentou para tonar sua novidade mais palatável. Na noite desta segunda -feira (27) a empresa apresentou um conjunto de quatro armações criadas por sua equipe de design, capazes de acomodar o hardware do Glass ao mesmo tempo em que carregam lentes corretivas, com grau. As armações ainda não estão disponíveis para todos –apenas para aqueles que participaram do Explorer Program, o grupo que se inscreveu, no ano passado, para comprar o Glass antes que ele chegasse oficialmente ao mercado.

As armações foram chamadas pelo Google de Titanium Collection, porque são feitas desse metal.  A novidade faz o Google Glass parecer mais normal, quase como um par de óculos comuns. Isabelle Olson, a designer líder responsável pelo projeto do Glass, diz que as novas armações são tão simpáticas que, muito provavelmente, as pessoas  vão comprá-las mesmo que não sofram de miopia ou outros problemas de visão.

A inovação indica a intenção do Google de integrar o Glass à vida de seus usuários da maneira mais natural possível.  O Glass não virá equipado com as lentes corretivas – o consumidor terá de comprá-las com outros fabricantes. O Google tem suas recomendações, com fabricantes treinados pela empresa para produzir lentes adequadas ao aparelho. Mas a empresa deu um passo adiante, que surpreendeu os analistas – anunciou ter  firmado uma parceria com a VSP Vision Care, um seguro saúde que opera nos Estados Unidos e no Canadá.  Segundo o acordo, a VSP pode oferecer armações e lentes do Glass com valor subsidiado.

Para o jornal americano The New York Times, a parceria pode indicar um novo momento para essas tecnologias vestíveis. Novos acordos como esse poderiam tornar os aparelhos mais baratos, além de conferir a eles a validação de especialistas médicos. “Isso abre portas para um novo nível de cooperação entre os cuidados com a saúde e a indústria de eletrônicos, o que pode conduzir a um mundo em que as pessoas vestirão, ou mesmo engolirão, os computadores”, diz o jornal.

Nas últimas semanas, antes desses anúncios, novas especulações surgiram quanto aos rumos que o Google quer dar ao Glass, na tentativa de torná-lo mais confortável  para os consumidores.  No dia 16, a empresa anunciou que faz testes com uma lente de contato inteligente capaz de medir os níveis de glicose através das lágrimas da pessoa que a usa. Babak Paviz, o fundador do projeto do Glass, é conselheiro da equipe que trabalha nessas lentes. Em 2009, o mesmo Paviz escreveu um artigo tratando do potencial de uso de lentes de contato  equipadas com LED em aplicativos de realidade aumentada. O Google nega ter planos para unir os dois projetos. Mas, quem sabe no futuro, o Google Glass possa ser ainda mais discreto  – e ainda mais integrado às nossas vidas.

Fonte: Época

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