Google adota ação para combater sites de conteúdo ‘pirata’

Páginas alvo de pedidos de remoção por ter infringido direitos autorais não encabeçarão topo de pesquisas. Indústria do setor de entretenimento aprova a iniciativa, mas quer extensão para serviços como o YouTube.

O buscador do Google começará a levar em conta reclamações por pirataria para listar sites nos resultados.

Para escolher qual site encabeçará o topo da pesquisa, os algoritmos do Google (robôs que medem a relevância) considerarão os pedidos de remoção de conteúdo por infrações aos direitos autorais. Os campeões em notificações irão para o fim da fila.

“A mudança na listagem ajudará os usuários a achar conteúdos legítimos e de qualidade mais facilmente”, escreveu Amit Singhal, vice-presidente de engenharia do Google, no blog da empresa.

O Google declarou, no entanto, que não excluirá nenhum conteúdo sumariamente. Isso só acontecerá se os detentores dos direitos autorais ou um Tribunal de Justiça pedir a retirada. Nos últimos 30 dias, o Google recebeu 4,3 milhões de pedidos de remoção de conteúdo.

ANTIPIRATARIA

Após pressionar o Google e outros sites da internet por anos, a indústria do entretenimento aprovou a iniciativa.

“Estamos otimistas de que a ação do Google leve os usuários a meios legítimos para acessar filmes e programas de TV on-line”, disse, em nota, Michael O’Leavy, vice-presidente da Associação de Filmes dos EUA. Para Michael Cary Sherman, diretor-executivo da Associação das Gravadoras dos EUA, a medida valoriza os criadores.

Os executivos, porém, já miram os próximos passos do Google no combate à pirataria como a extensão a outros serviços como o YouTube.

“[Mudar o algoritmo de busca] não é a única maneira [de combater a pirataria] e, claro, os detalhes da implementação importarão. O diabo sempre mora nos detalhes”, disse O’Leary.

A tensão no ar entre indústria do entretenimento e empresas de tecnologia, mesmo com a medida para combater violações aos direitos autorais, remete à disputa travada seis meses atrás em torno de legislações antipirataria.

Em janeiro, companhias de mídia como Viacom, Time Warner e Walt Disney Company apoiaram o Pipa e o Sopa. Voltaram-se contra os projetos empresas como Google e Facebook, dizendo que minariam a liberdade na internet.

Fonte: Folha de S. Paulo

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