Facebook ameaça processar dono de boate no Acre por utilização indevida da marca

Foto: Altino Machado/Terra Magazine

O Facebook pediu ao empresário Humbert Camacho (foto), 30, dono da Boate Facebook, no município de Epitaciolândia (AC), a interrupção imediata da utilização indevida da marca e nome empresarial.

A gigante das redes sociais sugere que o dono da boate escolha outra marca e nome empresarial que não se confunda com Facebook nem utilize o mesmo padrão de letras e cores do logo.Na avaliação dos advogados do Facebook, a escolha do nome para o estabelecimento não se deu por acaso.

– Quando uma marca se torna famosa, terceiros muitas vezes tentam “pegar carona” nesse sucesso, escolhendo marcas iguais ou semelhantes para identificar seus produtos ou serviços. É o chamado “aproveitamento parasitário”, bem definido por Yves Saint-Gal – argumenta a defesa do Facebook.

Os advogados do Facebook  afirmam que a empresa não permitirá que tal aproveitamento se concretize e fará o que for preciso para resguardar a integridade de sua marca e a reputação do seu nome, com base nos dispositivos legais.

– Aguardamos uma resposta no prazo de 10 dias a contar do recebimento da presente. Na ausência de uma resposta, entenderemos que V. Sa. não atenderá nossa solicitação, deixando-nos, assim, livres para tomar as medidas legais cabíveis – alerta a defesa do Facebook.

A Boate Facebook foi inaugurada em 20 de janeiro, Dia de São Sebastião, padroeiro de Epitaciolândia, que tem pouco mais de 15 mil habitantes, na fronteira com a Bolívia.

A Facebook começou a ganhar visibilidade internacional quando as primeiras fotos foram publicadas nas redes sociais. De passagem por Epitaciolândia, o fotógrafo americano Douglas Engle captou imagens da fachada da boate.

Uma das das fotos serviu para ilustrar reportagem de Tom Phillips, correspondente no Brasil do jornal britânico The Guardian, intitulada “Facebook, the club: social networking on the dancefloor in Brazilian Amazon”.

O empresário Humbert Camacho negou tenha tido intenção de se aproveitar do nome Facebook.

– Não quero problemas com ninguém, especialmente com uma empresa tão poderosa como Facebook. Fico triste porque Facebook não entendeu que, mais do que me aproveitar, o que fiz na verdade foi uma espécie de homenagem à rede social que eles criaram e virou esse sucesso todo. Criei a boate depois de ter assistido ao filme Social Network. Tenho dez dias para mudar o nome e ainda estou vendo qual seria o nome ideal. Acontece que as pessoas já estão identificadas com o nome da boate e dificilmente vão chamá-la por outro nome – disse Camacho.

Fonte: Terra

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