Exército vai adotar fuzil desenvolvido e fabricado no Brasil

O Exército começará em 2012 a substituir seus fuzis FAL pelo modelo IA2, desenvolvido e fabricado no Brasil. A nova arma deve também equipar a Marinha, a Aeronáutica e as polícias militar e civil, além de ser exportado.
O FAL, de fabricação belga, é usado desde 1964, e boa parte das cerca de 150 mil unidades está velha e defasada. “Em vez de substituir [os fuzis] por outros FAL, seria melhor ter uma arma mais moderna”, disse o general Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
A opção mais barata seria comprar lotes de fuzis importados, como o americano AR-15 ou o russo Kalashnikov. Mas o Exército optou por desenvolver tecnologia própria, para não depender de suprimentos estrangeiros.
A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), que fabrica tanto o FAL como o IA2, não divulga o valor do novo fuzil. Só diz que ele terá preço competitivo no mercado internacional. Segundo Mayer, a indústria tem capacidade para produzir até 30 mil fuzis por ano em sua fábrica em Minas, mas o ritmo da substituição dependerá da verba liberada pelo Ministério da Defesa.
“O IA2 é uma arma que está no mesmo nível dessas mais conhecidas. Está na faixa de um AR-15”, disse Mayer. O fuzil não traz, porém, nenhuma inovação tecnológica em relação aos usados por exércitos de outros países. Sua maior vantagem sobre o FAL é a capacidade de acoplar sistemas avançados de mira – laser, holográfica e de visão noturna – e um lançador de granadas pesado por meio de um sistema de trilhos.
O uso de sistemas de mira, especialmente o de visão noturna, foi testado em combate real na missão no Haiti. Os aparelhos foram adaptados em poucas unidades do FAL. O IA2 terá versões nos calibres 5,56 e 7,62 (o FAL é 7,62). A primeira é mais leve, porém sua munição tem menos poder – sendo ideal para missões de defesa ou como armamento para forças policiais e tripulações de blindados.
Essa versão foi concluída em outubro, mas, antes disso, um protótipo apareceu na mão de policiais do filme “Tropa de Elite 2”. A versão 7,62, mais forte e ideal para tropas de assalto, combates urbanos e ambiente de selva, ainda está em fase de avaliação.
Fonte: Folha de S. Paulo.

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1 Comentário

  1. Carlos

    Eu estou muito feliz com o desenvolvimento do fuzil brasileiro
    Fui soldado do 3 bi em são Gonçalo-rj
    Percebi muitos problemas com o FAL,
    O FAL é um excelente FUZIL mais esse vovô bom de briga
    Já está cansado. Se de uma hora para outra acordarmos com uma guerra
    Teremos um FUZIL que confiar.
    Obrigado FAL pelos serviços prestado.

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