Evento estimula aproximação entre países sulamericanos e árabes

Economias emergentes com desafios similares são traços comuns entre os onze países árabes e sete da América do Sul cujos representantes estão reunidos até 27 de junho, no Fórum Interregional sobre propriedae intelectual, no Rio de Janeiro. De acordo com o presidente do INPI, Jorge Avila, estes países buscam definir um percurso a ser trilhado até alcançarem os níveis de países cujas economias não se limitem ao comércio de commodities.

São poucas as marcas famosas, tanto nos países árabes quanto da América do Sul. E inferior ao ideal o reconhecimento para a qualidade dos produtos comercializados. Desta forma, o grande desafio é como agregar valor à  produção das empresas destas regiões. o Estado é o principal financiador da inovação. E o apoio da iniciativa  privada depende de um ambiente favorável, que pode ser garantido, em parte, pela proteção da propriedade intelectual.

Este mecanismo, no entanto, deve ser “inclusivo”, adverte Avila. Ou seja, tanto as empresas, como a economia destes países, como um todo, devem “ganhar com isto”, no comércio e no consumo. Para tanto, algumas barreiras  tarifárias e não tarifárias, devem também ser rompidas.

Para a diretora do escritório de patentes do Marrocos, Karina Farah, seu país desenvolve uma estratégia que busca alcançar a marca de mil patentes até 2015. A chamada “invenção de Marrocos”, resultado da parceria entre  os setores público e privado, prevê a criação de um fundo para financiar empresas inovadoras e capacitar profissionais capazes de transformar invenções em patentes.

Segundo a diretora de PI na Liga dos Países Árabes, Martha Mohamed Zaki, as carências destes países e a necessidade de desenvolver produtos com valores agregados resultaram na aproximação com os países latino-americanos, que se concretizou na primeria reunião, em 2009, em Beirute, no Líbano, com a apresentação do Sistema de Cooperação Regional em Propriedade Industrial da América do Sul (PROSUR), reunindo Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai. Com a realização deste fórum no Rio de Janeiro, esta parceria se amplia e fortalece.

O diretor interregional do Ministério das Relações Exteriores, Flavio Damico, considera que o grupo ainda precisa avançar na chamada Economia do Conhecimento. Um dos entraves é o baixo nível de investimentos em ciência em tecnologia. No Brasil, ele representa 1,3% do Produto Interno Bruto, enquanto que, nos Estados Unidos, ele é de 2,8%, no Japão, 3,4% e, na Alemanha, 2,8%. Nos demais países da região, o quadro não é muito diferente.

O II Fórum Interregional para Chefes de Escritórios de Propriedade Industrial dos Países Árabes e Sul Americanos, é promovido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi).

Representantes sulamericanos e de países árabes participam de evento no Rio

Representantes sulamericanos e de países árabes participam de evento no Rio

Fonte: INPI

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