Órgão vai liberar para uso a partir de sábado lista com 385,2 mil nomes para sites abandonados

Eles retornam para a lista de disponíveis; processo ocorre a cada seis meses

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Em entrevista por telefone, Getschko afirma que “…o crescimento não é exponencial”. “Ainda assim”, continua, “os números no setor ultrapassam com folga outros setores da economia”.

 O mercado de domínios no Brasil está em alta. Com exceção de uma leve retração na curva de crescimento dos últimos três anos, registrada em 2012, a tendência de reservar um nome para servir de endereço do website permanece forte. Esta é a opinião de Demi Getschko, diretor-presidente do Nic.br, órgão responsável pela comercialização de nomes de domínios de internet no Brasil.

Com taxa de R$ 30,00 por registro de nomes de domínios, sem alteração desde 2003, Getschko diz que manter o preço faz parte do perfil e da ideologia do NIC. “Nosso interesse em crescer é contido; manter a taxa na casa dos US$ 12 é razoável”. A taxa cobrada no Brasil ainda é mais alta do que de muitos domínios .com, .net, .org. Tais domínios podem ser adquiridos por menos, algo em torno de R$ 22,00 em serviços de registro estrangeiros.

Como registrar um domínio no Brasil 

A cada seis meses ocorre o processo de liberação de domínios. Ou seja, nomes que foram registrados há tempos e abandonados por seus donos, retornam à lista de disponíveis para registro. No próximo sábado, dia 8 de fevereiro de 2014, inicia-se um novo processo de liberação composto por 385,2 mil nomes para websites.

.com.br, .com., .net etc
Todos nós, sem exceção, já navegamos em domínios com DPNs diferentes, mesmo sem notar. Um DPN descreve a última porção de um domínio disponível para registro. Por exemplo, no Brasil, os DPNs são ‘.com.br’, ‘.net.br’, ‘.org.br’ e mais uma série de outras terminações, algumas reservadas a profissionais de determinado segmento, como é o caso de ‘.jor.br’ (para jornalistas) e ‘.jus.br’ (para instituições do poder judiciário).

Mas por que e quais as vantagens de registrar um domínio ‘.com.br’, quando pode custar um pouco mais do que o mesmo domínio com extensão ‘.com’?

Segundo Getschko, o empreendedor no Brasil gosta de identificar-se como brasileiro e costuma optar por domínios terminados em ‘.com.br’. Há outros fatores que, muitas vezes, passam despercebidos, mas deveriam ser levados em consideração na hora de escolher a extensão do website.

“Há terminações que são gratuitas, como no caso do ‘.tk’. O que não é considerado por muitos é o fato de que os domínios terminados em ‘.tk’ são em sua vasta maioria de baixíssima qualidade”.

Um dos problemas com a baixa qualidade dos websites registrados nesse domínio é ele ser encontrado por sistemas de busca. Estes, sabidamente, têm predileção por terminações com perfil de website mais sérios/menos poluídos.

Pedimos ao presidente do NIC que descrevesse três dicas importantes na hora de registrar um nome.

Dica 
Um bom serviço vale mais do que um bom nome

Há vários anos, quando o Yahoo entrou no mercado, a palavra Yahoo não fazia nenhum sentido. Continuaria assim, se não tivesse progredido com mais serviços e lentamente fosse construindo sua reputação. Hoje, muitos tem alguma dificuldade em lembrar se Yahoo tem uma letra ‘H’ e/ou quantas letras ‘O’ há no termo; mas todos sabem que é/foi sinônimo de serviços de qualidade.

O mesmo pode ser dito de Google. A palavra em si não significa nada, ainda assim, na mente de quem usa a internet, dificilmente Google não é sinônimo de buscador, de serviços de e-mail e de uma vasta opção de recursos que fazem parte do cotidiano de quem está na web.

A regra também vale para nomes de serviços e de produtos no nome do domínio. Ter um site chamado ‘passagembarataparanovaiorque.algumacoisa.br’ não é certeza de serviços de qualidade ou com preço realmente melhor que o da concorrência.

Essa tendência de registrar nomes com domínios de nome exato, na busca por “casar” o nome do website com a busca realizada na web, foi amplamente usada por empreendedores e por espertalhões por anos. Havia uma influência direta entre posicionamento nos resultados de busca do Google, que considerava esses nomes como sinal de ranqueamento e a percepção de quem realiza uma busca.

“Aha! se tem esse nome e está nas primeiras páginas, só pode ser bom”. Essa realidade perdeu força, quando, há dois anos, o Google lançou uma alteração algorítmica batizada de EMD (exact match domain) ou seja, o buscador diminui a influência desse fator nos cálculos usados para compor as páginas de resultados de busca.

Dica 
Fique atento às leis do país onde irá hospedar seu site

Sites hospedados em outros países têm o conteúdo sujeito à legislação vigente naquele território. Demi Getschko conta que é um motivo relevante ao qual todos deveriam estar atentos ao optar por um serviço de hospedagem não brasileiro. “Por vezes, um empreendedor não se dá conta de que, ao hospedar seu site em um host estrangeiro, o website e seu conteúdo, estarem sujeitos à legislação vigente naquele país “. Assim, se pretende, por exemplo, usar um host de uma país muçulmano, saiba que as leis daqueles países proíbem uma série de conteúdos que, no Brasil, por exemplo, são culturalmente aceitos e não ferem nossas Leis.

Sobre hospedagem de sites
O registro de um nome para o website é apenas parte do processo da estreia de seu negócio na internet. Depois de escolher seu nome, de preferência seguindo as dicas dadas por Demi Getschko, é chegada a hora de escolher a ‘casa’ em que o website irá morar. O nome desse tipo de serviço é hospedagem ou simplesmente host. Há uma variedade gigante de empresas que oferecem esses serviços. Novamente, existem serviços que realizam a hospedagem de forma gratuita – o que pode sair caro, bem caro.

Ocorre que os serviços de hospedagem free (gratuitos) tem por costume injetar códigos em seu conteúdo para promover de tudo. Desde o próprio nome até pílulas azuis com efeitos milagrosos e propagandas de parceiros em forma de banners no rodapé ou no meio da homepage.

Além de descaracterizar a aparência de seu site com faixas e anúncios, os códigos, muitas vezes não aparentes, são um sinal forte para sistemas de busca que podem, sem qualquer problema, deixar de exibir o seu site nos resultados de pesquisa – você será procurado, mas não será visto.

Hospedagem no Brasil é um problema, quando analisado o investimento necessário. Em serviços estrangeiros de hosting, é possível acomodar seu site por preços que variam de US$ 30 a US$ 200, anuais. Tudo depende do propósito do site e do volume de tráfego e de conteúdo prospectados.

Para 95% dos sites um plano simples, com IP compartilhado basta. Caso perceba que o endereço fez mais sucesso que era esperado, sugere-se migrar para planos de hospedagem mais robustos, como os em nuvem elástica. Modalidade em que o host aumenta os recursos de espaço e de largura de banda (velocidade da conexão) de acordo com a demanda momentânea.

No Brasil, porém, esses serviços começam na casa dos R$ 25 a R$ 29 mensais. Fazendo as contas, 12 meses x R$ 25 = R$ 300/ano, chegamos muito próximos ao exigido para alocar seu website em um servidor “classe A” estrangeiro.

Perguntado sobre o que pode motivar essa discrepância em relação aos custos de hospedagem nacionais e estrangeiros. Getschko, que não tem nenhuma ligação com o setor de hospedagem de sites, responde que os insumos nacionais custam mais caro que os de fora. “Nossa energia elétrica é mais cara, o mesmo pode ser dito sobre o custo de alocação de largura de banda no Brasil”, responde. Tais elementos pesam fortemente na composição de preços de hospedagem no Brasil. “Não gostaria que fosse assim”, confessa o presidente do NIC.

Segurança
Quem tem conta em bancos não são a única vítima de phishing, aqueles emails maliciosos que que mascaram de mensagens oficiais e pedem que correntistas entreguem senhas e outras informações valiosas à sites pessimamente intencionados. Vez por outra proprietários de domínios recebem boletos com cobrança disfarçados. No site do registro.br, você fica sabendo de tudo que se passa e vale mais do que apena, estar atento para não pagar quem se faz passar por uma instituição séria.

Fonte: Estadão

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