Cresce o uso de softwares anti-plágio

Programas reconhecem cópias em trabalhos e teses; em Minas, instituições ignoram funcionalidade.

Problemas de plágio não são coisa nova na história da academia: de acordo com professores e especialistas em educação superior, a cópia indevida de trechos ou ideias sempre existiu em trabalhos e estudos, desde os tempos mais antigos. No entanto, o desafio ganhou novas faces com a invenção e popularização da internet, que facilitou tanto a busca das informações, quanto a cópia, por meio do famoso Ctrl C, Ctrl V (teclas de teclado que são um atalho para cortar e colar).

Por esse motivo, uma parcela da universidade brasileira tem demonstrado maior interesse em identificar ou coibir essas ações, e utiliza-se da tecnologia para isso. A principal ferramenta de apoio no processo é a utilização de softwares modernos de reconhecimento de originalidade em trabalhos acadêmicos. Um deles, o Turnitin, líder em software antiplágio no mundo, já está rodando nos computadores de professores de 35 instituições do Brasil.

Programas de reconhecimento como o da Turnitin funcionam a partir do cruzamento do texto entregue pelo aluno com artigos da internet, por meio de um imenso banco de dados próprio, com milhões de textos acadêmicos. Além disso, no caso da graduação, existe ainda a possibilidade de interceptação de trabalhos copiados por colegas da própria turma. É um círculo que se fecha.

De acordo com a Turnitin, a licença funciona de acordo com o tamanho da instituição e leva em conta o número de alunos. Por isso, valores como o pago pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo, que investe US$ 18 mil anualmente (cerca de R$ 40 mil) para que a ferramenta esteja disponível para todos os professores, não assustam: eles parecem fazer jus ao serviço que oferecem.

O motivo do maior interesse pelos softwares antiplágio teve um empurrãozinho de um caso recente envolvendo a ministra da Educação da Alemanha, Annette Schavan, 57. Por lá, em fevereiro do ano passado, a educadora perdeu o título de doutorado após acusações de plágio. De fato, casos crescentes de cópias em pesquisas têm ganhado o interesse das instituições, inclusive no Brasil.

Nas instituições mineiras, porém, o assunto ainda é ignorado. As assessorias da PUC Minas e do Centro Universitário UniBH informaram que não compraram softwares anti-plágio. Mais que isso, não têm interesse em fazê-lo – pelo menos, por enquanto.

Fonte: O Tempo.

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