Autodesk adere a modelo de aluguel para combater piratas

Pode parecer estranho, mas um dos elementos que costumam comprovar a popularidade de um software é a existência de versões ilegais do programa na internet ou por meio de CDs vendidos nos centros de comércio popular nas grandes cidades. A avaliação é que se alguém dedicou tempo para fazer uma cópia pirata, é porque existe demanda reprimida pelo produto. E quanto maior o comércio ilegal, maior a popularidade do programa.

Para driblar essa lógica, as companhias passaram a adotar a estratégia de oferecer seus produtos sob um modelo de locação. A ideia é baratear o acesso aos sistemas, reduzindo a procura pelos programas piratas, geralmente vendidos por uma fração do valor dos produtos genuínos. Microsoft, Adobe e outras empresas já adotaram essa tática. Agora, a Autodesk, dona do AutoCAD, usado por engenheiros e arquitetos, entrou no jogo.

Sob o modelo de assinatura, os usuários brasileiros poderão comprar sistemas como o AutoCAD e o software de animação 3D Maya com o pagamento de uma mensalidade que pode custar dez vezes menos que uma licença tradicional.

Segundo Marcelo Landi, presidente da companhia no Brasil, a expectativa da companhia é ganhar espaço no mercado, principalmente entre escritórios de pequeno porte, que fazem projetos com prazo definido e não querem comprar licenças que posteriormente podem ficar sem uso. De acordo com o executivo, a assinatura é muito útil para companhias que vão usar os softwares por um período de até 18 meses. “Depois disso, o modelo já não fica tão interessante”, disse.

Os programas alugados poderão ser instalados na máquina dos usuários. Em alguns casos, também haverá a opção de acesso pela internet, no modelo de computação em nuvem. Esse tipo de oferta vinha sendo estudada pela Autodesk desde 2010. Os primeiros produtos foram anunciados em setembro do ano passado. Com o modelo de aluguel, Landi pretende acelerar o processo de expansão geográfica da companhia no Brasil.

Desde que entrou na companhia, em maio de 2013, Landi vem investindo para ampliar a atuação para além do eixo Rio-São Paulo. O plano também visa disseminar os softwares em outros setores além de engenharia e arquitetura, onde a companhia já é bastante conhecida.

“Criamos uma área apenas para trabalhar com o setor de mídia e tivemos um crescimento de 76% no ano passado”, disse o executivo. Segundo Landi, a Autodesk ficou três anos sem apresentar crescimento no Brasil. No ano passado, a companhia teve uma expansão de dois dígitos percentuais. Para este ano, a meta é repetir esse desempenho.

Fonte: Valor Econômico.

 

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