ABES contestará retaliação cruzada citando exportação nacional de software

Associação que representa setor no Brasil concorda com retaliação, mas cita possível queda na exportação de programas brasileiros para os EUA.

A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) se posicionará de maneira contrária à retaliação cruzada que a Câmera de Comércio Exterior (Camex) anunciou no começo da semana envolvendo direitos autorais pertencentes a empresas norte-americanas.

Ainda que concorde com a retaliação, o presidente da Abes, José Curcelli, afirmou que a entidade se posicionará contra pelo impacto que a iniciativa poderia ter no mercado de software nacional.

Segundo ele, as medidas protecionistas diminuiriam a exportação de softwares brasileiros para os Estados Unidos em médio prazo e significariam aumento nos preços para consumidores finais, o que “atrasaria a atualização tecnológica do País”.

A Abes enviou comunicado para seus associados pedindo contribuições para o documento que deve ser enviado à Camex durante os vinte dias em que a consulta pública será mantida aberta.

A postura da associação tem três medidas das 21 listadas pela Camex como foco: as de número 16, 20 e 21, que, juntas, implicariam em aumento de preços e burocratização na compra e venda de programas estrangeiros, segundo Curcelli.

“Elaboramos pra cada uma das três medidas um roteiro explicando o que ela quer dizer, o por quê escolhemos e qual o potencial de impacto que esta medida pode trazer ao setor caso aplicada”, explica.

“Criamos a marca (Brasil IT+) para promover a exportação de softwares para os Estados Unidos. Todo esse esforço pode ter resultados ruins, dado que o outro lado também provavelmente também vai aplicar alguma sanção”, afirma Curcelli.

Dados da Abes indicam que a exportação de softwares brasileiros totalizou 3 bilhões de dólares para o mundo todo em 2009. A estimativa da entidade é que o número chegue a 5 bilhões de dólares em 2010.

Fonte: IDG NOW!

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