Selo Procel contempla duzentas empresas

Para identificar os produtos mais eficientes em consumo de energia, o consumidor conta com um sistema de etiquetas e selos afixados nos aparelhos. A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), conduzido pelo Inmetro, com apoio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), da Eletrobras, classifica os equipamentos, veículos e edifícios em faixas coloridas, em geral de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente). Eles são analisados segundo o atendimento a requisitos mínimos de desempenho, estabelecidos em normas e regulamentos técnicos. Já o Selo Procel Eletrobras de Economia de Energia, instituído em 1993, contempla os modelos que se enquadrarem na faixa A da Ence, ou seja, os mais eficientes dentro de cada categoria. Ele é concedido hoje a 36 categorias de equipamentos, com mais de 3,4 mil produtos, fabricados por de cerca de 200 empresas.

No caso dos aparelhos de climatização, o Selo Procel é concedido a condicionadores de ar do tipo janela (116 modelos) e do tipo split (392 modelos) e a ventiladores de teto (369 modelos) e ventiladores de mesa (41 modelos). Segundo Rafael Meirelles David, gerente da divisão de estudos e equipamentos eficientes da Eletrobras, além da eficiência energética, o Procel pode exigir critérios adicionais para a concessão do selo, para garantir o melhor desempenho energético do equipamento e/ou atender a requisitos ambientais. Para os produtos de climatização, a meta é incluir entre os critérios para a concessão do selo os níveis máximos de consumo de energia no modo de espera (stand by).

Os aparelhos de ar condicionado foram inseridos no Programa do Selo Procel Eletrobras em 1998. Desde então, a eficiência média dos aparelhos de janela de 7.500 Btu/h aumentou 31,6%. O consumo energético desses aparelhos foi reduzido de cerca de 23,3 kWh, em 1998, para 16 kWh por mês. Os consumidores que optarem por condicionadores de ar mais eficientes, no modelo de 7.500 Btu/h, podem obter, segundo Meirelles David, uma economia anual de R$ 200 na conta de luz.

A economia de energia proporcionada por refrigeradores e freezers com Selo Procel em uso no país chegou, em 2011, a de 2.320 milhões de kWh. Os aparelhos de ar condicionado contemplados com o selo apresentaram redução de 949 milhões de kWh, 8% a mais do que em 2010, o que pode ser atribuído ao crescimento do parque de equipamentos com selo Procel e à melhoria na eficiência energética desses equipamentos. Estima-se que as vendas de condicionadores em 2011 foram de 2,42 milhões de unidades, das quais 60% obtiveram o selo. Foram comercializados também no ano passado 2,41 milhões de ventiladores de teto, 30% dos quais com o selo. Esses aparelhos permitiram uma economia de 266 milhões de kWh.

Segundo Marco Aurélio Moreira, gerente da divisão de eficiência energética no setor público da Eletrobras, a indústria brasileira consome cerca de 40% da energia elétrica do país e dois terços dessa energia são utilizados em sistemas motrizes (que englobam motores elétricos e diversos tipos de equipamentos de carga acionada, como bombas, ventiladores, exaustores e compressores).

Esses sistemas constituem o foco principal de outro subprograma do Procel, o Procel Indústria (Programa Nacional de Eficiência Energética Industrial). Instituído em 2002, atua em parceria com entidades que representam o setor industrial brasileiro, com as micro e pequenas empresas do Estado do Rio de Janeiro e com instituições de ensino superior do país. (GC)

Fonte: Valor

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