Mulheres são 45% dos empreendedores individuais no país

As mulheres representam quase metade do total de 1,3 milhão de microempreendedores individuais do Brasil. Elas são 45%, segundo estudo feito pelo Sebrae.

A lei que criou essa modalidade de empresário no país, com o propósito de tirar trabalhadores da informalidade, completa dois anos em vigor neste mês.

O levantamento também revela que 87% dos empreendedores individuais brasileiros querem transformar seus negócios em microempresas. Isso significa ampliar bastante a atividade.

É classificado como microempreendedor individual aquele que fatura até R$ 36 mil por ano. Já a receita máxima de uma microempresa chega a R$ 240 mil anuais.
Os ramos de atuação dos empresários individuais são variados. E, nos nichos mais representativos, as mulheres só não são maioria em dois -obras de alvenaria e manutenção de equipamentos.

“A atividade do empreendedor individual possibilita certa flexibilidade de horários que facilita a rotina da mulher, que, muitas vezes, precisa se dividir entre o trabalho fora e dentro de casa”, diz Luiz Barretto, presidente nacional do Sebrae.

Educação
O estudo mostra ainda que 47% dos empreendedores individuais do país têm ensino médio ou técnico completo.

“O resultado pode refletir que os que se formalizaram primeiro foram os mais bem informados. O desafio é estender isso ao público com menos estudo”, diz Barretto.
Na tentativa de cumprir essa meta, o Sebrae, que oferece cursos gratuitos de capacitação a micro e pequenos empresários, acaba de lançar um específico para os empreendedores individuais. Os interessados devem acessar o site: www.sebrae.com.br.

O programa inclui visitas de agentes aos estabelecimentos e o envio de informações complementares por celular, principal meio de comunicação utilizado por esse tipo de empreendedor.

Na avaliação de Paulo Feldmann, presidente do conselho da pequena empresa da Fecomercio-SP, é justamente na educação e na qualificação que está o principal gargalo ao desenvolvimento do empresário individual.

“É factível que eles se tornem, sim, microempresários, mas não podemos esperar que isso caia do céu”, diz. “As mudanças em relação à gestão do negócio são enormes de um nível para outro.”

Feldmann defende que se invista na formação dessas pessoas no segundo grau, já que quase metade dos empreendedores individuais concluiu o curso.

“Em outros países, como Itália e Alemanha, os estudantes têm noções básicas de contabilidade no ensino médio. É algo que faz a diferença”, completa.

Controlar as Contas
A possibilidade de “controlar melhor as contas” foi um dos benefícios que a formalização trouxe à hoje empresária individual Simone de Oliveira, 43.

Ela passou pelo processo em novembro de 2010 se inscrevendo no site www.portaldoempreendedor.gov.br (é preciso fazer via web).

Agora, a cabeleireira, que aprendeu a profissão na prática aos 14 anos, tem uma conta no banco para o pequeno salão de beleza do bairro da Taquara, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio.

“Agora, recebo a maior parte em cartão. Antes, com pagamento só em dinheiro, era difícil saber qual era a minha receita. Acabava sempre tirando uma parte para pagar feira, supermercado… Uma confusão.”

Fonte: Folha de S.Paulo

 

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