Empresas compram domínios .xxx para proteger suas marcas

Maior parte dos registros para novo domínio foi feito por empresas sem ligação com indústria adulta, mas que temem pelo uso de seus nomes.

Cerca de 80% das empresas que pré-registraram nomes para o domínio .xxx não possuem conexão direta com a indústria pornográfica, de acordo com a empresa Easypspace, uma das maiores empresas de registros da Inglaterra.

Segundo a empresa, apenas 20% das “centenas” das empresas participando da rodada “nascente” de pré-registros por meio de seus serviços planejam usá-los para o propósito pretendido, ou seja, vender conteúdo adulto.

“Como esperávamos, as primeiras indicações são de que empresas que de fora da indústria adulta perceberam a necessidade de proteger suas marcas no domínio .xxx”, disse a diretora da Easyspace, Sarah Haran.

“Para aumentar sua chance de assegurar o .xxx é importante fazer um pré-pedido do seu domínio preferido antes que comece a Disponibilidade Geral”, disse.

Se esse padrão for repetido na indústria, os críticos da criação do novo domínio provarão estar corretos. Com um único domínio .xxx custando cerca de US$330 por ano, muitos acreditavam que ele se tornariam um grande encargo para negócios legítimos desesperados para proteger suas marcas registradas.

Para grandes empresas protegendo vários domínios, os custos poderiam chegar a milhares de dólares por ano, sendo que todo esse lucro vai para empresas como a Easyspace.

Uma das empresas de registros, a ICM, até lançou recentemente um serviço pelo qual as companhias podem pagar uma taxa única e ter seus domínios permanentemente excluídos dos registros .xxx. Mas os custos ainda são significativos.

A fase de registros e pré-registros dos domínios .xxx foi criada pelo ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) para dar prioridade aos operadores de sites pornográficos genuínos, e foi aprovada em março deste ano após anos de disputas envolvendo sua introdução.

O domínio .xxx tem sido combatido por setores da indústria pornográfica, que consideram que a iniciativa de uma extensão para agrupar os sites poderia facilitar o bloqueio dessas páginas.

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