Empresas buscam saídas para aumentar vendas

Fabricantes de bens de capital voltados a setores fora da indústria de transformação também exportaram mais no começo do ano e ajudaram a puxar a média total para cima. As vendas externas de máquinas para petróleo e energia renovável avançaram 125% em valor no primeiro quadrimestre de 2012 sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Abimaq.

A Dedini Indústrias de Base, que atua no segmento, tem 85% das exportações voltadas a equipamentos para o setor sucroalcooleiro, mas está tentando inserir outros produtos no mercado externo para compensar a perda de fôlego no consumo doméstico.

O presidente executivo da companhia, Sérgio Leme, comenta que a Dedini está operando com apenas 50% da capacidade de produção. Ele avalia que muitos empresários estão esperando a situação se desanuviar na Europa para destravar investimentos. Enquanto isso, as exportações da empresa avançaram cerca de 25% nos primeiros quatro meses do ano, segundo Leme. Os principais destinos foram Estados Unidos, América do Sul e América Central.

“Estamos buscando ser um pouco mais agressivos nas exportações e o câmbio nos favoreceu”, afirmou o executivo, que está focado em elevar a participação de equipamentos de energia e tratamento de efluentes nas vendas ao exterior. A Abimaq calcula que as exportações de equipamentos para saneamento básico e ambiental aumentaram 34,4% no primeiro quadrimestre sobre o mesmo período de 2011, em valor. Este ano, a Dedini persegue uma alta de 30% nas exportações.

Outro setor de destaque foi o maquinário agrícola, que aumentou as exportações em 78,5% em igual comparação, de acordo com a Abimaq. Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a exportação de máquinas agrícolas, em unidades, cresceu 3,8% de janeiro a maio frente o mesmo período do ano passado, enquanto a alta em valor foi de 9,5%. A Jacto, cujo principal negócio é a fabricação de pulverizadores, exportou mais 5% no acumulado de janeiro a abril, apesar de problemas climáticos no Paraguai e das barreiras impostas pela Argentina, mercados importantes para a empresa.

Robson Cardoso Zófoli, diretor comercial da Jacto, destaca o comportamento das exportações para a América Latina, que representam 70% dos clientes externos da empresa e seguraram a alta nos resultados neste começo de ano. “A Bolívia está tendo performance muito boa este ano e a Colômbia começa a ter uma reestruturação do agronegócio. México e Venezuela também são bons mercados”. Para Zófoli, o câmbio ainda não influenciou, já que os preços não foram revisados após a depreciação, mas deve ajudar mais à frente.

Fonte: Valor Econômico

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