Centro de design simboliza nova fase no país

A Nissan separou um espaço com vista privilegiada para 24 desenhistas brasileiros e estrangeiros que ainda serão contratados para trabalhar na nova sede da empresa, no Rio. De início, o grupo fará adaptações dos carros para o gosto brasileiro e para as condições das estradas do país. No futuro, porém, segundo o presidente da Nissan no Brasil, François Dossa, desse centro de design sairão projetos de automóveis totalmente novos, voltados inclusive à exportação.

A paisagem que hoje se vê do 17º andar do novo edifício envidraçado ainda está prejudicada pelos canteiros de obras. Mas será bem mais inspiradora quando as obras de revitalização do porto do Rio estiverem prontas.

Em parte, desenvolver produtos no Brasil atende a uma das exigências do regime automotivo, que busca estimular produção local e investimentos em tecnologia.

Dossa afirma, porém, que a questão da tecnologia sempre fez parte da estratégia da montadora. “Vamos ter carros novos, com tecnologia igual à dos que vendemos no Japão e Europa. Não pretendemos trazer tecnologia antiga para fazer carros para uma mercado emergente”, diz.

Não depender das equipes de engenharia e desenvolvimento da matriz ou de outras filiais pode ser um diferencial se a Nissan de fato investir nessa área.

As primeiras montadoras japonesas que investiram no segmento de automóveis no Brasil, Honda e Toyota, na década de 90, se concentraram no segmento de carros médios. Somente no ano passado é que a Toyota se voltou para o segmento de carros populares.

Anos mais tarde, a Nissan também começou, timidamente, ao compartilhar uma fábrica menor, com sua parceira Renault, no Paraná, onde ainda produz a picape Frontier e o automóvel Livina. Agora, com a fábrica de Resende, a marca se volta para a produção de um produto de massa, o modelo March, hoje importado do México.

O projeto de Resende, que somará investimento de R$ 2,6 bilhões, financiado pela matriz da companhia, prevê produção anual de 200 mil veículos. Cinco fornecedores do Japão sem operação ainda no Brasil se instalarão no mesmo terreno da montadora, às margens da Via Dutra.

Como a linha do Paraná continuará a funcionar e estão ainda previstas importações de modelos que não serão fabricados no Brasil, os volumes anuais de vendas da montadora no mercado interno poderão chegar, a partir de 2016, ao redor de 260 mil unidades, segundo Dossa. Com esse volume, a marca estaria próxima da meta de 5% do mercado. Com 100 mil unidades vendidas em 2012, a fatia hoje gira em torno de 3,5%.

Fonte: Valor

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2 Comments

  1. Vilage Marcas e Patentes

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