Aceleradora no Texas dá incentivo a ‘startups’ de energia

Empresas iniciantes recebem dinheiro e estrutura, além de fazer contato com especialistas e investidores. Cofundador da Surge Accelerator afirma que gostaria de atrair empreendedores brasileiros da área.

Que tal US$ 30 mil (R$ 60,5 mil) para engrenar um negócio, 12 horas semanais de sessões particulares com um especialista da área, a chance de expor sua ideia a investidores e três meses convivendo com outras equipes na mesma situação?

Com essa proposta e foco no setor de energia, a Surge Accelerator (“aceleradora” é uma espécie de incubadora que pega projetos encaminhados e os ajuda a captar investimentos) acaba de diplomar seu primeiro grupo -e o recrutamento para o de 2013 já começou.

São dez “startups” de diferentes partes dos EUA e do mundo com projetos que vão de um software para otimizar a logística e o transporte em empresas de mineração a uma ferramenta para avaliar e comparar a performance de parques de energia solar.

Ainda não vemos grande presença do Brasil, mas, por causa da sua importância no mundo da energia, gostaríamos de ver mais coisas vindas de lá”, disse à Folha Kirk Coburn, cofundador da aceleradora.

A Surge aposta no lucro. Ao “acelerarem” uma “startup”, amparando-a com contatos, um escritório, acesso a especialistas e assessoria com captação de fundos, Coburn e seus colegas investidores querem em troca uma participação no novo negócio.

Depois do boom das empresas de tecnologia, as aceleradoras estão começando a se disseminar pelos EUA como uma oportunidade para conectar investidores a gente com ideias.

O que a Surge reivindica para si é o vanguardismo no setor de energia, que se aglutina na cidade texana.

PORTAS ABERTAS

Na “formatura”, que reuniu empresas e investidores no fim de maio, as “startups” conseguiram promessas de financiamentos de US$ 100 mil cada, em média.

Ainda no programa, a portuguesa Sofia Pessoa, 32, e o britânico Luke Murray, 35, estavam animados com a oportunidade para sua ActualSun, que oferece análise de parques solares. Sofia conta do encontro com Tom Van Laan, fundador de uma empresa de software vendida em 2010 a investidores.

“Ele é o que queremos ser, e vai trabalhar conosco 12 horas por semana. Fora daqui, eu não saberia nem que ele existia, e, se soubesse, não ia poder bater à sua porta.”

O Brasil é um alvo -tanto para financiamento quanto para ideias. “Uma grande questão para nós é chegar à Petrobras e atrair mais empreendedores brasileiros da área de energia”, diz Coburn.

Fonte: Folha de S. Paulo

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