Terra dos calçados, Franca agora quer ser polo de lingerie

Conhecido polo calçadista, Franca (400 km de São Paulo) quer se tornar também referência no setor de confecção de lingerie.

A meta da cidade é se tornar um cluster da lingerie, espécie de polo de produção que reúne da matéria-prima ao produto final, assim como já acontece com os calçados.

A cidade registrou aumento de 56% no número de fabricantes de lingerie formalizados. Em 2009 eram 78 empresas; agora são 122, de acordo com a Prefeitura. O número de empregos também cresceu: de 750 para 1.300.

O setor ainda é pequeno se comparado ao tamanho do polo calçadista, que tem cerca de 1.100 fábricas, diz Leandro Sousa, analista do Sebrae.

Para o secretário de Desenvolvimento, Alexandre Ferreira, o cluster deve consolidar-se a despeito do tamanho. Há empresas que fabricam forros de calçados e se adaptaram hoje fazem bojos para sutiãs, afirma.

Um exemplo é a Nova Dublagem. Criada há 11 anos para fazer forro de calçados, há oito fabrica também bojos. Segundo Zander Cochoni, diretor de marketing da marca, a empresa está aproveitando o mesmo maquinário.

A fábrica produz hoje 100 mil pares de bojos por dia. Parte fica no país e parte é exportada.

A fornecedora de máquinas de costura Maxcenter também está vendendo mais. Titerson de Faria, gerente da empresa, afirma que as vendas cresceram 50% entre 2010 e 2011.

Luciana de Oliveira Barbosa, 23, viu a indústria da família, a Íntima Zen, duplicar a produção em três anos. Em 2009, ela fabricava 24 conjuntos de lingerie por dia; neste ano são pelo menos 48.

Se consolidar a cadeia industrial de peças de moda íntima, Franca se tornará a primeira do Estado a ser autossuficiente, assim como já é em calçados.

No país há polos consolidados de lingerie em Juruaia (MG), Nova Friburgo (RJ) e João Pessoa (PB).

Fonte: Folha de S. Paulo

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