Pesquisador cria sistema para inclusão tecnológica de idosos

Pesquisador cria sistema para inclusão tecnológica de idosos

Um projeto de pesquisa desenvolvido pelo pesquisador Leonardo Duarte com apoio do Governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) pretende construir um sistema que permitirá o desenvolvimento de aplicativos para smartphones voltadas para auxiliar os idosos no manuseio de novas tecnologias. A previsão é que o sistema esteja pronto para uso a partir do segundo semestre de 2017.

Intitulado “Interacess-Arquitetura de Referência para Acessibilidade de Interfaces de Smartphones”, o sistema trata-se de um conjunto de práticas e documentações que tornará possível a geração de vários aplicativos para smartphones com a intenção de aprimorar o conteúdo para o público idoso.

Pesquisador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam), o Leonardo Duarte explicou que o surgimento de novas tecnologias eletrônicas, como tabletes, smartphones e smartwatches, limitam a faixa etária de uso que fica entre 11 a 36 anos. Esse limite etário, segundo ele, norteia fabricantes, prestadores de serviço e usuários de forma geral.

“Essa perspectiva torna o público idoso cada vez mais alheio e desinteressado pela tecnologia ao se deparar com dificuldades de uso e falta de identificação funcional com mais 90% dos produtos eletrônicos atualmente. Essa pesquisa é idealizada e orientada como um marco unificador desse público, em vias de “exclusão tecnológica” com o mercado da eletrônica de consumo, que oferece tantos produtos, mas ainda não norteou sua construção com esse foco”, disse o pesquisador.

O sistema está sendo desenvolvido com recursos do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) da Fapeam que tem como objetivo apoiar atividades científicas e/ou tecnológicas com contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Para Leonardo Duarte, além a inclusão dos idosos, o sistema permitirá o compartilhamento de novos conhecimentos com os participantes para construção de arquiteturas de software, área tecnológica e fomento a produtividade dos programadores da área.

“A pesquisa está prevista para ter seus primeiros apps funcionando em 18 meses”, disse Duarte.

Metodologia

De acordo com ele, a ferramenta funcionará da seguinte forma: o programador ou engenheiro de software irá visualizar a arquitetura do Interacess e terá uma visão geral para a construção de sua própria aplicação.

Segundo ele, o sistema simula uma receita de bolo que apresentará o passo a passo para o desenvolvimento dos apps para o público idoso. “A arquitetura Interacess não terá custos para sua utilização, porém os desenvolvedores que a utilizarem podem construir aplicações gratuitas e pagas”, disse Leonardo Duarte.

Atualmente, as pesquisas estão direcionadas para o levantamento bibliográfico e documental das soluções já existentes e treinamento dos participantes nas tecnologias que serão desenvolvidas.

O próximo passo será a organização dos requisitos arquiteturais, ou seja, quais características computacionais as aplicações possuem em comum, de forma geral. Segundo o pesquisador, vencidas estas etapas, a equipe iniciará a construção de requisitos dos componentes arquiteturais, onde serão levantadas tecnologias, metodologias e modelos de programação e documentação para cada componente da arquitetura.

O último passo é a validação da arquitetura de referência por meio de estudos de casos e experimentos envolvendo programadores e o público alvo das apps: os idosos.

Fonte: Agência Fapeam

Fonte Matéria e Imagem: CONFAP

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