Cirurgia inédita é coordenada por empresa incubada no CECOMPI

Após ter contato com um caso raro no mundo, o cirurgião Buco Maxilo Facial, Prof. Dr. Paulo Henrique Giazzi Nassri, diretor da empresa Chyrurgica Central – incubada no CECOMPI, juntamente com sua equipe, decidiu utilizar uma tecnologia experimental inédita para viabilizar a vida de um bebê de 3 meses.

A família, de Itaquaquecetuba, já não tinha mais esperanças para a criança portadora de uma má formação congênita rara (são apenas 20 relatos na literatura mundial) chamada Singnathia. Na maioria dos casos, a doença torna inviável a vida da criança, pois o fusionamento dos ossos da base de crânio com os ossos da face gera uma criança sem boca.

Baseada em alta tecnologia médica, aliada a conceitos de tecnologia aeroespacial, a empresa desenvolveu um protocolo de tratamento cirúrgico para malformações graves de face do tipo Singnathia, e obteve êxito.

A cirurgia foi realizada no dia 28 de fevereiro desse ano, no Hospital da Clinicas Luiza de Pinho Melo, SPDM, de Mogi das Cruzes, através de uma parceria com o CTI Renato Archer, órgão federal em Campinas que o apoiou o procedimento através do uso de tecnologias tridimensionais para prototipagem e planejamento virtual da cirurgia. Outras parceiras foram as empresas BIOS e a Aerobrás – também incubadas no CECOMPI. A BIOS participou com o laser cirúrgico e a Aerobrás desenvolveu um instrumento de fonte de luz para orientação por transiluminação dos cortes ósseos na base do crânio e face durante a operação.

Segundo ele, os resultados foram surpreendentes. Apenas algumas semanas após a cirurgia, além do bebê conseguir chupar chupeta e comer – antes impossível, a criança já ganhou peso e já iniciou o crescimento de dentes.

“Estamos muito contentes com os resultados. Antes da cirurgia o bebê precisava de intervenções médicas para respirar e se alimentar (traqueostomia e gastrostomia), apresentando dificuldades no desenvolvimento e mesmo de viabilidade”, relatou.

Ele conta que com 3 meses, a criança pesava apenas 3kg (um bebê normal atinge em média 8kg). “Fico feliz em participar de um case de relevância mundial como esse, através de nossa tecnologia e know-how. Somos, na verdade, a terminação do trabalho de um grande número de pessoas e empresas envolvidas neste propósito”, disse.

A ideia, segundo Nassri, nasceu no CECOMPI, e ele garante que o ambiente é de altíssima sofisticação tecnológica e intelectual, muito propício para inovação e parcerias.

Há 2 anos incubada no CECOMPI, em 2012 a empresa Chyrurgica Central documentou e patenteou na Suíça 130 dispositivos médicos implantáveis em humanos com tecnologia espacial. Com esse novo case, a empresa espera crescer ainda mais, com visibilidade mundial e desenvolvimento de novas tecnologias.

Fonte: Cecompi

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1 Comentário

  1. Paulo Henrique Giazzi Nassri

    A equipe VILAGE agradecemos o envolvimento e a competencia e seriedade , temos grande confiança em Vilage , nossa representante em marcas e patentes , formalmente muito obrigado em nome de toda equipe da Chyrurgica Central .

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