Brasil lança projeto inédito de geração solar com flutuadores em hidrelétricas

Brasil lança projeto inédito de geração solar com flutuadores em hidrelétricas

Um projeto inédito desenvolvido no Brasil analisará o grau de eficiência da geração solar quando interage com a operação de usinas hidrelétricas. Na hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, foi lançado o primeiro protótipo de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas com uso de flutuadores, que prevê atender quase dez mil famílias. No dia 11 de Março foi a vez da tecnologia ser implementada na hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), este será o primeiro estudo no mundo sobre a instalação de uma fonte solar flutuante em um lago de usinas hidrelétricas. Projetos similares já foram iniciados em outros países, mas em reservatórios comuns de água, não em hidrelétricas.

Para o lançamento do projeto, foram instalados 16 painéis fotovoltaicos sobre o lago, o que corresponde a 65 metros quadrados. A iniciativa permite aproveitar as subestações, as linhas de transmissão das hidrelétricas e a área sobre a lâmina d’água dos reservatórios, evitando desapropriação de terras.

A escolha de Balbina e Sobradinho deve-se ao fato de estarem em áreas de regimes climáticos diferentes, o que permitirá acompanhar o desempenho dos sistemas nas diversas condições de tempo. Os resultados dos projetos permitirão avaliar a eficácia da produção média da energia solar nesses locais.

A pesquisa focará em fatores como a radiação solar incidente no local; produção e transporte de energia; instalação e fixação no fundo dos reservatórios; a complementariedade da energia gerada e o seu escoamento. Nas semanas seguintes serão aprofundados os estudos da área dos lagos para a ampliação dos sistemas, que na primeira fase terão capacidade de 1 MWp (1 megawatt pico, equivalente à geração de 1 MW no momento de maior insolação). Posteriormente, serão ampliados para até 5 MWp, com a instalação de até 20 mil placas fotovoltaicas.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a nova tecnologia pode trazer mais racionalidade econômica e reduzir custos das tarifas, ao permitir o uso de capacidade ociosa de sistemas do setor elétrico. “Este lago de Balbina é um dos maiores lagos do mundo. É um dos maiores crimes ambientais que a engenharia já cometeu neste País. Como mitigar o custo deste crime? Melhorando a relação custo benefício desta usina de Balbina”, ressaltou.

P&D

Os projetos em Balbina e Sobradinho serão realizados com recursos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das empresas Eletronorte e Chesf, com previsão de investimentos de quase R$ 100 milhões. Serão R$ 49,964 milhões da Eletronorte e R$ 49,942 milhões da Chesf em ações até janeiro de 2019, para gerar 10 MWp de energia elétrica.

A entrega das plantas piloto em Balbina e Sobradinho está prevista para agosto de 2016, com geração de 1 MWp em cada unidade. Em outubro de 2017 serão entregues as plantas piloto com geração de outros 4 MWp em cada unidade (8 MW no total). O encerramento do projeto e apresentação dos resultados está prevista para janeiro de 2019.

(Agência Gestão CT&I, com informações do MME)

Fonte: Agência Gestão CT&I

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