Batalha de patentes em criptografia pode afetar segurança de bancos de dados

Protegrity tem processado uma lista de empresas de segurança sob a acusação de violação de tecnologias criadas por ela.

A Protegrity, empresa especializada em segurança digital, tem adicionado novos nomes em uma extensa lista de companhias que estão sendo processadas por uma alegada violação de suas patentes de criptografia. Esta onda de ações judiciais poderia ter implicações para os sistemas de criptografia de dados em geral.

O primeiro processo foi movido contra a Ingrian Networks, em maio de 2008. A partir deste ano, a Protegrity moveu ações também contra a Safenet, a nuBridges e a Voltage Security.

As empresas demandadas são acusadas de infringir patentes múltiplas, relacionadas a aspectos muito técnicos, porém críticos para aplicação, gestão e renovação de elementos de criptografia que protegem bancos de dados.

“Temos investido fortemente em inovação, pesquisa e desenvolvimento de produtos de nossa tecnologia patenteada, e estamos determinados a proteger esses investimentos”, disse Iain Kerr, CEO da Protegrity.

Todas as patentes parecem se relacionar a determinados “modos de fazer as coisas”, o que significa que a Protegrity acha que surgiu com as primeiras ideias. Essas patentes são controversas no que tange a software porque, em algumas circunstâncias, pode haver poucas maneiras eficientes para executar determinadas ações. Por outro lado, a Protegrity se vê como uma pioneira na criação de alguns destes conceitos.

“O trabalho de desenvolvimento e inovação pioneiros da empresa data de 1990, quando a criptografia granular de bancos de dados era tida como impossível. A Protegrity desafiou o senso comum numa época em que apenas o controle de acesso era considerado suficiente para proteger dados críticos”, afirmou a empresa, em comunicado oficial.

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