Bahia inaugura supercomputador mais rápido da América Latina

A Bahia entrou no seleto grupo de lugares considerados os mais avançados do mundo em pesquisas com computação de alto desempenho. Isso porque foi inaugurado em Salvador (BA) o mais rápido supercomputador da América Latina e um dos mais velozes do planeta. Batizado de Cimatec Yemoja (nome original de Yemanjá, na língua iorubá), o computador já está em funcionamento no estado.

Com capacidade para realizar 400 trilhões de operações por segundo (TFlops), a máquina será utilizada prioritariamente em pesquisas de geofísica, mas beneficiará a comunidade acadêmica, a indústria de petróleo e gás e a sociedade em geral. Para viabilizar o empreendimento serão investidos R$ 60 milhões ao longo de três anos, incluindo equipamentos, infraestrutura, pesquisa e gastos operacionais.

Neste projeto, está sendo implantado um centro de excelência de nível internacional em computação de alto desempenho voltado para a indústria de óleo e gás, que irá contribuir significativamente para o desenvolvimento de estudos em campos complexos, como os do pré-sal. Ele dará prioridade ao estudo e otimização da tecnologia chamada Full Waveform Inversion (FWI), para o processamento de dados sísmicos 3D e 4D de dimensões industriais no pré-sal.

A expectativa é que o supercomputador e as iniciativas de pesquisas em FWI vão capacitar recursos humanos e impulsionar a indústria, oferecendo soluções tecnológicas que irão otimizar a identificação e extração de recursos naturais do subsolo para superar os desafios das operações no pré-sal.

São responsáveis pelo projeto o Centro de Supercomputação para Inovação Industrial do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Cimatec, entidade do Sistema FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia), em parceria com a companhia de óleo e gás BG Brasil.

Outro modelo

Além do Cimatec Yemoja, será implantado futuramente um segundo supercomputador, este voltado para estudos em biomedicina, robótica, processamento de imagens e energias alternativas. Com ele, será possível desenvolver competências nas mais modernas técnicas de modelagem computacional, transformadoras da produtividade industrial.

Diversas áreas se beneficiarão, a exemplo da indústria automobilística, a eletrônica computacional, o agronegócio e a indústria farmacêutica, que pesquisará formulações químicas de novos produtos.

Fonte: Agência Gestão CT&I – http://bit.ly/1IeclpL

 

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