Com apoio estatal, farmacêuticas se unem para criar ‘superlaboratórios’

Oito empresas brasileiras formarão dois grandes grupos voltados à pesquisa e inovação em medicamentos

Com o apoio do BNDES, as principais empresas brasileiras do setor farmacêutico estão se unindo para criar duas empresas voltadas para inovação e pesquisa. O foco será o desenvolvimento de medicamentos biológicos, feitos com base na manipulação de células.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a ação tem por objetivo fortalecer a indústria nacional e explorar um mercado estimado em R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões e que passará a ser aberto nos próximos dois ou três anos, com o vencimento de patentes de medicamentos.

Os laboratórios Aché, SEM, União Química e Hypermarcas formarão a BioBrasil, joint venture que deve receber aporte de R$ 400 milhões. Segundo o jornal Valor Econômico, a BioBrasil terá laboratório próprio e os estados do Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina estariam na disputa para abrir a nova farmacêutica.

O outro grupo será composto pelas empresas Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs, que pretendem investir um total de R$ 500 milhões para construção de uma fábrica de alta tecnologia, informa a Folha.

Os grupos foram articulados pelo BNDES, que deve entrar como sócio por meio de seu braço de participações BNDESPar. A ideia original do banco de fomento seria criar uma grande joint venture com todas as empresas, mas a falta de afinidade entre os laboratórios inviabilizou o projeto.

A criação de uma superfarmacêutica brasileira é um desejo antigo do BNDES e já estava sendo planejada na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é estimular a inovação e reduzir a dependência de medicamentos importados e, consequentemente, o déficit da balança da saúde, hoje em torno de US$ 11 bilhões.

Fonte: iG

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