Anvisa reprova 7 locais em inspeção sanitária para a Copa em Curitiba

Foram fiscalizados 143 locais entre bares, restaurantes e lanchonetes. Estabelecimentos reprovados terão que se adequar aos pedidos da Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgou, nesta quinta-feira (5), o resultado do projeto piloto de categorização de restaurantes, bares e lanchonetes, que avaliou a qualidade sanitária de estabelecimentos em 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Em Curitiba, dos 143 locais inspecionados, apenas sete foram reprovados. Eles não foram fechados, mas precisam se adequar aos pedidos da Anvisa até agosto deste ano.

Antes deste ciclo de visitas, os estabelecimentos já tinham sido considerados com boa avaliação em aspectos higiênicos-sanitários pela Anvisa, mas ainda precisavam passar por uma segunda etapa. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os estabelecimentos inspecionados na capital fazem parte de seis rotas gastronômicas da cidade – Santa Felicidade, Juvevê, Centro Histórico, Avenida das Torres, Mateus Leme e Batel. A classificação vai de A (excelente) até E (ruim). No entanto, só receberão os selos de qualidade os classificados como A, B e C.

A primeira (A) é dada aquele estabelecimento que cumpre rigorosamente a legislação, itens classificatórios e possui falhas pequenas. O conceito B está atrelado ao local que comete mais falha do que o estabelecimento pertencente ao primeiro grupo, porém, são falhas de baixo ou médio impacto. Em seguida, a classificação C é atribuída à unidade que possui mais falhas, entretanto, ainda em um patamar aceitável do ponto de vista sanitário. Já os locais com classificação D e E, não conseguiram se classificar para a categorização e foram infracionados.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR) calcula um aumento na movimentação financeira de R$ 240 milhões durante o período de maio a julho. A maior movimentação de turistas deve ocorrer principalmente em cidades do litoral, Foz do Iguaçu, no oeste do estado, e na capital.

Os locais reprovados pela pesquisa foram Albatroz, Clube do Malte, Costelão do Gaúcho (Rua Mateus Leme), Engenho de Minas, Mondo Birre, Mr. Green e Pata Negra.

Rogério Sabatella, um dos sócios do Clube do Malte, disse que as exigências do processo de qualificação no local  que não foram cumpridas foram a instalação de vestiário masculino e feminino para os funcionários e o processo de ‘etiquetamento’ dos pratos.

O Costelão do Gaúcho da Rua Mateus Leme relatou que o local teve problemas com as licenças dos fornecedores de carne, que estavam vencidas, mas disse que o problema já foi solucionado.

O proprietário do restaurante Engenho de Minas, Evaldo Bulzico, argumentou que o problema é estrutural e que não foi cumprido porque o espaço é pequeno. “Eles queriam que a gente tivesse mais freezers ou que diminuíssemos o estoque de frios”, disse.

A pesquisa não ficou clara, segundo o proprietário do Mondo Birre, Romildo Costa. “Nós não entendemos qual foi o critério avaliado. Ninguém explicou nada. Nossa cozinha está em dia e não temos problema aqui”, relatou Costa.

Já um dos proprietários do restaurante Mr. Green Félix Donissoni Neto afirmou que a casa onde funciona o estabelecimento é antiga e que, durante as visitas, a Anvisa havia solicitado apenas alterações estruturais. Porém, segundo ele, não houve tempo hábil para fazê-las. Neto enfatiza que não houve problemas relacionados à cozinha, ao armazenamento de alimentos ou a aspectos higiênicos-sanitários.

Os restaurantes Albatroz e o Pata Negra foram procurados pelo G1, por telefone, mas até a publicação desta reportagem ninguém tinha atendido as ligações.

Fonte: G1

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