Anvisa notifica empresas por presença de chumbo na erva de chimarrão

Quatro empresas fabricantes de erva-mate foram notificadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que constatou presença de cádmio e chumbo acima do permitido na erva utilizada para preparar o chimarrão.

Segundo a agência, as empresas precisam apresentar informações e justificativas para a contaminação da erva.

A Anvisa também irá entrar em contato com autoridades do Uruguai para avaliar quais medidas serão tomadas.

Em maio, o Uruguai apreendeu 200 toneladas da erva produzida no Brasil por apresentarem níveis de chumbo e cádmio acima do permitido pela legislação daquele país.

Na última semana, o Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu uma investigação para medir a quantidade dos metais na erva. O limite máximo é de 0,6 mg/kg de chumbo e 0,4 mg/kg de cádmio.

O Sindimate-RS (Sindicato da Indústria do Mate) realizou uma pesquisa em parceria com a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) para identificar a composição da erva-mate.

O presidente da entidade, Gilberto Luiz Heck, afirma que das 27 amostras avaliadas, apenas duas tiveram níveis alterados de chumbo e cádmio. Ele diz desconhecer a notificação da Anvisa.

“Não é uma contaminação por fraude, é ambiental. Há indícios de que a causa seja chuva ácida com o agravante de excesso de fertilizante em algumas lavouras”, afirma Heck.

A entidade tentará alterar a legislação para que as amostras sejam avaliadas com água quente, como é bebido o chimarrão, e não com as folhas secas.

Heck explica que as amostras aquosas não apresentam nenhuma alteração.  Atualmente, segundo o Sindimate, 98% da erva-mate consumida no Uruguai é de origem brasileira. O montante representa cerca de 25 milhões de quilo por ano e US$ 82 milhões.

Segundo o Ministério da Saúde do Uruguai, a erva-mate que entra no país deverá se adequar às exigências do Mercosul em um prazo de 180 dias contados a partir de 17 de junho de 2014. O regulamento técnico do bloco econômico segue a legislação brasileira.

Fonte: A Tribuna

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